- O democrata Shawn Harris avançou para o segundo turno contra o republicano Clay Fuller para substituir Marjorie Taylor Greene na Câmara, após o pleito especial na 14ª distrito da Geórgia.
- Harris arrecadou mais de quatro vezes o valor de Fuller, que tem o endosso de Donald Trump.
- O segundo turno está marcado para 7 de abril, e o vencedor assume o restante do mandato até o fim deste ano.
- Fuller disse estar confiante em unificar o campo republicano, enquanto Harris enfatizou trabalhar pelos eleitores locais e pela governança prática.
- O pleito é visto como teste da influência de Trump em um reduto conservador do noroeste da Geórgia.
Shawn Harris, democrata, enfrentará Clay Fuller, republicano, em uma disputa de segundo turno para substituir Marjorie Taylor Greene na Câmara dos EUA. O pleito ocorreu na noite de terça-feira e definiu o duelo em 7 de abril, que escolhe quem completa o mandato de Greene até o fim do ano.
A eleição especial para o 14º distrito da Geórgia ocorreu em meio a debates sobre influência de Donald Trump. Fuller, ex-procurador e endossado por Trump, liderou a corrida com mais de US$ 1 milhão arrecadados. Harris, general aposentado, reuniu mais do que quatro vezes esse montante.
Fuller afirmou que poderia unir os republicanos, mesmo com candidaturas desabando antes da eleição. Harris, por sua vez, criticou o estilo agressivo de Greene e prometeu trabalho voltado ao eleitorado, não a interesses de Washington.
Detalhes e desdobramentos
O duelo entre Fuller e Harris define quem ocupará o mandato até o encerramento do ano. A disputa ocorre num estado tradicionalmente conservador, em uma região de noroeste da Geórgia, acima de críticas sobre o alinhamento com o partido nacional.
Em outras frentes, o tema de segurança internacional ganhou destaque. O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, sinalizou que terça-feira poderia registrar o dia mais intenso de ataques dos EUA, atribuindo civis feridos a ações iranianas.
Ainda no Golfo, a CENTCOM divulgou imagens de minetrabadores iranianos removidos de perto do estreito de Hormuz, após alerta de Donald Trump contra minas na rota marítima.
Na política interna, o presidente da Câmara, Mike Johnson, foi criticado por não condenar declarações islamofóbicas de alguns lawmakers, com pedidos de responsabilização por parte de líderes democratas.
Trump também anunciou, via Truth Social, o plano da America First Refining de abrir uma refinaria em Brownsville, Texas, como parte de um acordo de US$ 300 bilhões, com parceria da Reliance, da Índia.
Além disso, Trump nomeou Erika Kirk, viúva do ativista Charlie Kirk, para o conselho consultivo da Academia da Força Aérea dos EUA, integrando o grupo de visitantes que acompanha a instituição.
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