- Algumas pessoas nos Estados Unidos estão se recusando a pagar parte ou todo o imposto de renda federal como forma de protesto contra gastos do governo, incluindo guerras; Rachel Cohen, em Chicago, afirmou não pagar neste ano e planeja usar os 8.800 dólares devidos em uma aplicação de alto rendimento.
- Cohen tornou-se referência de um movimento que, segundo o coordenador Lincoln Rice, ganhou força no segundo mandato de Donald Trump, com mais pessoas retirando recursos da base tributária federal.
- O grupo National War Tax Resistance Coordinating Committee (NWTRCC) relata aumento de participação em treinamentos e tráfego no site, destacando que algumas formas de resistência podem ser ilegais e sujeitas a riscos de desobediência civil.
- Histórica e contemporaneamente, a resistência fiscal já ocorreu desde a Revolução Americana e ganhou fôlego em protestos contra a Guerra do Vietnã; nos últimos anos, o movimento voltou a crescer, especialmente entre jovens e grupos diversos.
- O governo reduziu a força de trabalho da Receita Federal em cerca de 27% desde o ano anterior, o que levanta dúvidas sobre a capacidade de processar os impostos a tempo; defensores dizem que as escolhas de gasto devem priorizar necessidades da população.
O que aconteceu: alguns contribuintes norte-americanos deixaram de pagar parte ou a totalidade do imposto de renda federal como forma de protesto. A ação ganhou força sob a gestão de Donald Trump e no contexto de controvérsias políticas.
Quem está envolvido: Rachel Cohen, advogada de 31 anos em Chicago, anunciou publicamente a decisão de não pagar 8.800 dólares em imposto federal neste ano. Grupos como NWTRCC apoiam a prática.
Quando e onde: o movimento ganhou tração neste período, com Cohen em Illinois e eventos de resistência ocorrendo em diferentes estados, incluindo ações próximas a centros de detenção da ICE.
Por quê: Cohen afirma não desejar financiar guerras no Irã e em Gaza nem apoiar detenções de imigrantes na fronteira. Ela diz que 13% do imposto federal financia o orçamento militar e que 1% vai para a aplicação da lei federal.
Quem mais participa: seguidores nas redes sociais comentam ter interesse em fazer o mesmo. Líderes de grupos de resistência fiscal relatam aumento na adesão e em treinamentos.
Contexto e dados: o NWTRCC relata crescimento de adesões, com treinamentos de “War Tax Resistance 101” lotados. A organização observa maior engajamento após a reeleição de Trump e em cenários internacionais de conflito.
Histórico de protestos: a resistência fiscal tem raízes históricas, desde a Boston Tea Party até movimentos pacifistas que resistem a impostos para financiar guerras. O movimento já ganhou fases de maior e menor apelo público.
Nova década, novas estratégias: Christina Thompson coordena o National Tax Strike, grupo que produz materiais educativos. A proposta é priorizar gastos públicos com base em necessidades reais da população, não em guerras.
Implicações técnicas: especialistas ressaltam que o IRS reduziu seu quadro de funcionários em 27% nos últimos anos, o que pode impactar o processamento de declarações. Alguns resistentes já tiveram bens retidos em casos isolados.
Motivações pessoais: Cohen afirma ter decidido pela resistência após planejamento cuidadoso de riscos. Ela relaciona a medida à percepção de autoritarismo crescente e à necessidade de discutir prioridades de gastos públicos.
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