- Presidentes da Câmara e do Senado reduziram as atividades presenciais em Brasília, adotando votações virtuais por três semanas.
- A medida ocorre durante investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master e pressões da oposição por uma CPMI, com a janela partidária até 3 de abril.
- A decisão permite que deputados e senadores fiquem em seus estados, diminuindo debates em Brasília enquanto surgem novas informações sobre o caso.
- As investigações apontam contatos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e lideranças do Congresso, com menções a jantares e reuniões nas residências oficiais; Motta e Alcolumbre não comentaram.
- A oposição já reuniu assinaturas para a CPMI, cuja instalação depende da leitura do pedido pelo presidente do Senado; críticos dizem que o regime virtual enfraquece o Congresso diante de suspeitas de corrupção.
O Congresso Nacional em Brasília reduziu as atividades presenciais por três semanas, adotando votações virtuais. A decisão partiu dos presidentes da Câmara, deputado e do Senado, em meio a investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master e pressões para instalar uma CPI.
Segundo os líderes, o objetivo é aproveitar a janela partidária, que vai até 3 de abril, para que parlamentares retornem aos seus estados. O acordo, articulado por Hugo Motta e Davi Alcolumbre, visa diminuir a intensidade dos debates em Brasília durante o período de novas revelações.
Impacto sobre a atuação legislativa e a CPMI
Relatórios da PF sugerem que o banqueiro Daniel Vorcaro mantinha contatos próximos com lideranças do Congresso, com menções a encontros em residências oficiais. Motta e Alcolumbre não comentaram o conteúdo das conversas encontradas no celular do investigado.
A oposição já reuniu assinaturas para instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre o Banco Master, mas a leitura do pedido pelo presidente do Senado tem gerado atraso. A CPMI depende dessa formalidade para avançar.
Quais projetos ficaram em suspenso
Projetos com impacto ao sistema financeiro foram retirados da pauta. Entre eles, uma proposta que tratava de novas regras para bancos em risco. Parlamentares avaliam que a discussão atual, em virtude da crise do Banco Master, seria inoportuna para o ambiente político.
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