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Câmara dos Deputados do México rejeita reforma eleitoral de Sheinbaum

Câmara rejeita reforma eleitoral de Sheinbaum sem supermaioria; aliados do Partido Verde (PVEM) e do Partido Trabalhista (PT) não apoiaram, sinalizando concentração de poder

Mexico's President Claudia Sheinbaum speaks during a press conference about the wave of violence in Mexico, following the killing of Mexican drug lord Nemesio Oseguera, known as 'El Mencho', in a military operation on Sunday, at Palacio Nacional, in Mexico City, Mexico, February 23, 2026. REUTERS/Raquel Cunha
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  • A Câmara dos Deputados, câmara baixa do Congresso mexicano, rejeitou a reforma eleitoral apresentada pela presidente Claudia Sheinbaum.
  • A votação terminou com 259 votos a favor, 234 contra e uma abstenção; não atingiu a maioria qualificada necessária para mudanças constitucionais.
  • Os aliados de Sheinbaum, PVEM e PT, não deram apoio à proposta.
  • A reforma previa reduzir cadeiras no Senado, ampliar a supervisão de órgãos eleitorais e reduzir custos eleitorais em cerca de um quarto.
  • A estimativa é que o sistema eleitoral tenha custado 3,55 bilhões de dólares em 2024.

O plenário da Câmara dos Deputados do México rejeitou nesta quarta-feira uma reforma eleitoral proposta pela presidenta Claudia Sheinbaum. A proposta recebeu 259 votos a favor, 234 contra e uma abstenção. Mesmo com a maioria, não atingiu o quórum necessário de maioria qualificada para mudanças constitucionais.

O atraso na aprovação ocorreu porque aliados de Sheinbaum, os verdes PVEM e PT, não apoiaram o projeto. A oposição criticou a medida como uma tentativa de ampliar o poder da legenda governista.

O que a reforma previa

A iniciativa pretendia fortalecer a participação cidadã e reduzir custos eleitorais em cerca de 25%. Entre as mudanças, havia a redução de cadeiras no Senado e maior supervisão dos órgãos eleitorais.

Dados sobre o custo eleitoral

Pablo Gómez, presidente da comissão de reforma eleitoral, afirmou em fevereiro que os gastos do sistema eleitoral do país atingiram 3,55 bilhões de dólares em 2024. A votação desta quarta manteve o tema em debate.

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