- O vice-presidente Geraldo Alckmin deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no dia 2 de abril, para disputar cargo nas eleições de outubro, sem revelar qual será.
- Ele continuará exercendo a vice-presidência da República até o fim do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
- Alckmin é cotado para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo; o PSB pretende mantê-lo como vice na chapa de Lula.
- A data de saída segue o prazo exigido pela Justiça Eleitoral para quem pretende concorrer a cargo executivo, apesar de o limite ser no dia 4.
- No PT, a indicação de Alckmin ao Senado enfrenta resistência interna; o PSB conversa com Lula para fortalecer a parceria entre PT e PSB.
O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) no dia 2 de abril. Ele não revelou qual cargo disputará em outubro, mas seguirá na vice-presidência de Lula até o fim do mandato. A saída ocorre para cumprir a lei de inelegibilidade.
Alckmin é cotado para disputar o Senado por São Paulo, estado com duas vagas em disputa neste ano. O PSB pretende manter a vice-presidência na chapa de reeleição de Lula, segundo apuração.
Na entrevista de estreia do programa Na mesa com Datena, Alckmin explicou que o limite para concorrer a cargo executivo vale para nível nacional ou estadual. O dia 2 de abril foi escolhido pela proximidade com o último dia permitido pela Justiça Eleitoral.
Contexto político
A candidatura de Alckmin à reeleição com Lula enfrenta resistência dentro do PT, que pressiona pela chapa ao Senado para fortalecer o palanque em São Paulo. Lideranças do PSB já reduziram expectativas sobre o tratamento político na relação com o presidente.
Líderes do PSB também discutiram a parceria com o PT em encontros recentes no Planalto. O objetivo é manter a cooperação entre os partidos, comCâmbio de informações e alinhamento estratégico para as eleições.
Repercussões internas
No MDB, há resistência a uma aliança com o PT em nível nacional, com carta de 17 diretórios estaduais pedindo neutralidade. A posição é de evitar coligações que favoreceriam o bloco opositor em diferentes estados, segundo dirigentes ouvidos pela imprensa.
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