- A Rede Sustentabilidade aprovou, por unanimidade, manter a federação com o PSOL, com 68 integrantes do diretório nacional favoráveis à medida.
- O PSOL havia decidido, no sábado, não integrar a federação com o PT, mantendo a aliança com a Rede.
- A federação Rede-PSOL precisa eleger 13 deputados federais ou alcançar 2,5% dos votos válidos em nove estados para se manter, sob pena de sanções da cláusula de barreira.
- A decisão interna no PSOL causou queda de braço entre linhas próximas a Guilherme Boulos e membros como Erika Hilton e Sonia Guajajara, que seguem na sigla.
- Há debate sobre eventual saída do PSOL da federação e sobre quem defenderá a estratégia de alianças do partido nas próximas Eleições.
A Rede Sustentabilidade aprovou, por unanimidade, a manutenção da federação com o PSOL. A decisão ocorreu em reunião do diretório nacional, que reuniu 68 membros. A manifestação confirmou o alinhamento entre as siglas, já defendido por nomes como a deputada Heloisa Helena.
A definição ocorre após o PSOL ter decidido, no sábado, não integrar a federação com o PT. O grupo ligado a Guilherme Boulos ficou isolado na defesa da entrada do PSOL na federação Brasil da Esperança, que também inclui PCdoB e PV. A Rede optou pela continuidade da cooperação com o PSOL.
A federação Rede-PSOL precisa eleger 13 deputados federais para manter o acordo, já que hoje contam com 14 representantes na Câmara. Também existe a meta de alcançar 2,5% dos votos válidos para deputado, condições que precisam ser atingidas em nove das 27 unidades da federação.
Caso não haja o desempenho mínimo, as sanções previstas pela cláusula de barreira entram em vigor, com perda de verba partidária e tempo de propaganda no rádio e na TV. A leitura é de que o resultado afeta o cenário de financiamento das legendas.
Situação interna no PSOL
A decisão do PSOL foi vista como derrota para o grupo de Guilherme Boulos dentro da legenda. Ainda assim, nomes próximos a Boulos, como a deputada Erika Hilton e Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, permanecem na sigla. Avalia-se, dentro do partido, a possibilidade de debate sobre eventual desligamento da federação com o PT.
Parte dos deputados do PSOL acredita que Boulos tenta, na prática, se tornar herdeiro do eleitorado de Lula para este ano. O tema provocou desconforto interno e um acúmulo de debates sobre o rumo da sigla nas próximas eleições.
A ideia em curso é que o grupo favorável à federação com o PT decida, de forma coletiva, se permanece na sigla ou se abre caminho para outra configuração. O movimento interno não encerra a discussão, segundo fontes internas ao PSOL.
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