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Mendonça desobriga ex-sócio do Master de depor na CPMI do INSS

Mendonça libera Augusto Ferreira Lima de depor na CPMI do INSS, levando ao cancelamento da reunião prevista

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
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  • O ministro André Mendonça decidiu que Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, não precisa depor na CPMI do INSS.
  • A decisão atendeu ao pedido da defesa, que alegou que Lima é investigado no inquérito do Master e não pode produzir provas contra si.
  • Com a decisão, a reunião da CPMI prevista para esta quarta-feira foi cancelada.
  • Lima e o banqueiro Daniel Vorcaro são alvo da Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Master e a tentativa de aquisição da instituição pelo BRB.
  • O governo do Distrito Federal sancionou lei para permitir medidas de apoio ao BRB, incluindo venda de imóveis públicos, para reforçar o capital do banco diante da crise de liquidez vinculada ao Master.

O ministro André Mendonça, do STF, desobrigou Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, de depor na CPMI do INSS marcada para hoje. A decisão chegou após pedido da defesa e levou ao cancelamento da reunião.

A defesa alegou que Lima é investigado no inquérito sobre fraudes no Master e não pode produzir provas contra si. Com a extensão do benefício, o depoimento fica facultativo.

Augusto Ferreira e o banqueiro Daniel Vorcaro são alvo da Operação Compliance Zero, em investigação da PF sobre concessão de créditos falsos pelo Master. Também envolve a tentativa de venda da instituição ao BRB.

Na mesma linha, o STF proibiu a gravação de conversas entre Vorcaro e seus advogados na Penitenciária Federal de Brasília, decisão divulgada nesta semana, após pedido de flexibilização.

O governador Ibaneis Rocha sancionou lei permitindo ao DF adotar medidas para reforçar o BRB, incluindo venda de imóveis públicos e mobilização de ativos. A medida busca sustentar o banco diante de pressão de liquidez e crise de confiança ligada ao Master.

A PF investiga possível fraude em créditos da instituição ligada a Vorcaro, com estimativa de cerca de R$ 12,2 bilhões, e a relação com a negociação de aquisição pelo BRB permanece sob escrutínio.

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