- Mais de 100 iranianos que vivem no Reino Unido assinam carta ao primeiro-ministro Keir Starmer pedindo para não se envolver mais no conflito com o Irã; Nazanin Zaghari-Ratcliffe está entre as signatárias.
- A carta sustenta que a condução da guerra fortalece o regime de Teerã e critica quem apoia mudanças de regime pelo exterior.
- Os signatários propõem passos pacíficos, como fornecer Starlink para romper o blackout de comunicação dentro do Irã.
- O grupo cita prisioneiros políticos e opositores que defendem uma transição democrática, sem apoiar ataques de Israel ou dos EUA contra o país.
- Starmer ajustou a posição de recusa a cooperação com ataques dos EUA ao Irã, dizendo que a colaboração seria necessária para evitar ataques de estados do Golfo.
Nazanin Zaghari-Ratcliffe está entre mais de 100 iranianos que vivem no Reino Unido a assinar uma carta ao primeiro-ministro Keir Starmer. O grupo pede que o Reino Unido não se envolva mais no conflito com o Irã. A carta sustenta que a escalada militar fortalece o regime de Teerã.
Entre os signatários, há presos políticos iranianos, como Aras Amiri, ex-funcionária britânica do British Council, e Nasrin Parvaz, que passou anos na prisão. Também aparecem artistas, acadêmicos e voces da comunidade iraniana no país.
O texto alerta que ataques recentes fortalecem o regime islâmico e perpetuam a narrativa de resistência ao imperialismo ocidental. Os signatários defendem medidas pacíficas e práticas para apoiar oposição interna e prisioneiros.
Contexto e posição dos signatários
Na carta, o grupo propõe ações como manter o acesso à internet no Irã e reduzir o controle de comunicação, o que implicaria o uso de dispositivos, como o Starlink, para contornar o apagão de informação.
Eles afirmam que uma política pró-democracia protegeria prisioneiros políticos e evitaria bombardeios a prisões, como a de Evin. Também defendem críticas à política de assassinato de líderes e ressaltam apoio a direitos civis.
O grupo ressalta que não representa todos os iranianos, mas expressa o desejo de apoiar transições democráticas sem recorrer a guerras. Em relação a Israel, é destacada a necessidade de defender direitos humanos sem justificar violência contra civis.
Perspectivas sobre o envolvimento externo
O texto comenta que governos como os EUA e parceiros regionais têm papel significativo no conflito atual. Menciona críticas a propostas de intervenção externa e reforça a busca por soluções não militares para a crise.
Starmer já ajustou sua posição anterior, que vise evitar cooperação com ataques dos EUA. Segundo o grupo, a mudança visa impedir que estados do Golfo também sofram novas pressões.
Esta matéria reúne a visão de iranianos no exterior que defendem uma via diplomática e pacífica. O objetivo é informar sobre a mobilização de vozes dissonantes na diáspora sem emitir juízos de valor.
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