- O esquema britânico de identidade digital, de 1,8 bilhão de libras, terá usos limitados até a próxima eleição, incluindo pagamento de imposto de veículo e checagens de direito ao trabalho.
- O secretário-chefe do gabinete, Darren Jones, disse que, no longo prazo, o app poderia servir para benefícios e comprovar direito de voto, mas a maior parte disso só virá na próxima legislatura.
- O governo abriu uma consulta pública de oito semanas para definir para que mais serviços a identidade digital poderá ser usada e quais preocupações existem.
- A ideia inicial não será obrigatória e o objetivo é melhorar serviços públicos, mas o uso completo ficará para anos futuros, com retorno ao parlamento necessário para cada expansão.
- O governo pretende incluir um “painel de pessoas” de cem cidadãos sorteados para opinar sobre o esquema, que se inspira em modelos de países como a Estônia.
Darren Jones, secretário-chefe do gabinete do primeiro ministro, afirmou que o projeto de ID digital do Reino Unido, avaliado em 1,8 bilhão de libras, terá usos limitados até a próxima eleição. Entre eles, pagamento de imposto veicular e checagens de direito ao trabalho.
O objetivo inicial, segundo o governo, é lançar o aplicativo com funções simples ainda neste mandato, apesar do alto custo anual. Jones sinalizou que serviços como pagamentos de taxas, tarefas administrativas e a checagem de direito ao trabalho devem surgir até 2029.
Ele ressaltou que a expansão para áreas como dados fiscais, declarações de pensão e informações da HMRC ficará para a próxima legislatura, quando o sistema puder receber avanços mais significativos.
Consultas e participação pública
Durante as oito semanas de consulta pública, o governo quer ouvir o que os cidadãos fariam com a ID digital e quais preocupações existem em torno de seu uso. A ideia é possibilitar acesso mais fácil a serviços públicos, reduzindo barreiras burocráticas.
A iniciativa surgiu após o anúncio inicial do projeto, que previa uso obrigatório do documento para comprovação de direito ao trabalho. Hoje, porém, a aposta é em ampliar a utilidade de forma gradual, com avaliação parlamentar para cada novo recurso.
Um painel de 100 britões, escolhido aleatoriamente, deverá votar em etapas do desenvolvimento, ao término do processo de consulta. A mobilização inspira-se em modelos de países como a Estônia, que consolidou uma identidade digital única para diversos serviços.
Ainda não está definido quando a implementação se ampliaria além das funções já previstas. Pesquisas de opinião indicam resistência entre parte da população: 40% reprovam a ID digital, 32% apoiam.
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