- O Departamento de Estado dos EUA rejeitou ofertas de ex-funcionários em licença para ajudar nas evacuações relacionadas à guerra no Irã; cerca de 250 diplomatas continuam na folha de pagamento, mesmo afastados formalmente, segundo a associação de carreira.
- A associação norte-americana de diplomatas afirmou que muitos do grupo da redução de quadro se voluntariaram para usar idiomas, experiência regional e atuação consular na operação de evacuação.
- O governo sustenta que a força-tarefa já é bem estruturada, com centenas de funcionários, já ajudou mais de 27 mil americanos e organizou mais de duas dúzias de voos fretados.
- Em e-mails vistos pelo *Foreign Policy*, houve uma recusa inicial ao oferecimento de ajuda, seguida de instruções para contatar um endereço voltado às reduções de quadro, que não respondeu rapidamente.
- Desde o início dos ataques em fevereiro, o governo divulgou alertas de viagem, operou voos fretados e informou que mais de quarenta mil americanos já retornaram, enquanto a situação de quem permanece na região não é clara.
O Departamento de Estado dos EUA recusou a ajuda de funcionários aposentados ou afastados para as operações de evacuação relacionadas ao conflito no Oriente Médio. Segundo a associação dos funcionários e um e-mail a que a Reuters teve acesso, o oferecimento de apoio foi rejeitado pela instituição.
Cerca de 250 diplomatas foram demitidos no âmbito de uma medida de redução de quadro no ano anterior, porém continuam na folha de pagamento e não tinham sido desligados oficialmente. A informação foi confirmada pelo presidente da American Foreign Service Association, John Dinkelman, ao veículo citado.
Um funcionário do Departamento que integrou o grupo afetado pela redução, que se voluntariou para retornar, também confirmou que permanece na folha. Outra fonte próxima à mobilização dos servidores para contestar a RIF pediu anonimato. Segundo Dinkelman, muitos membros do grupo têm experiência em idiomas, gestão de crises e áreas regionais.
Em mensagem dirigida a Michael Rigas, atual vice-secretário de gestão e recursos do Departamento, Dinkelman indicou que o grupo pode contribuir de forma expressiva para a proteção de cidadãos americanos. O dirigente acrescentou que os profissionais já atenderam chamadas e, em crises anteriores, chegaram a evacuar milhares de pessoas.
Os empregados demitidos atuam em áreas consulares, de gestão de crises e regional. Segundo Dinkelman, muitos já trabalharam em operações de evacuação e permaneceram disponíveis para contribuir. Ainda assim, o Departamento de Estado informou que recusou a ajuda até o momento.
Resposta oficial destacada pelo porta-voz principal foi a de que a força-tarefa de evacuação já conta com centenas de profissionais dedicados e plenamente travada. Além disso, centenas de funcionários estariam em contato com americanos para oferecer opções de viagem, sem fila de espera para quem busca assistência, conforme comunicado divulgado ao jornal. A força-tarefa já auxiliou milhares de cidadãos e organizou voos fretados.
Numa troca de e-mails accesível à reportagem, a primeira recusa de apoio foi seguida pela orientação de que o funcionário voluntário escrevesse para uma conta de e-mails destinada às questões ligadas à redução de quadro. Segundo o servidor, a conta raramente responde e não houve retorno após vários dias.
Um voluntário assinalou a disponibilidade de comparecer à repartição de credenciais ou a qualquer área que precisasse de apoio imediato, destacando a prontidão para colaborar com a operação.
O conflito no Oriente Médio teve início com ataques e uma escalada de tensões após ações militares americanas em 28 de fevereiro. A partir de então, o Departamento emitiu alertas de segurança sobre voláteis deslocamentos de viagens, com recomendações para cidadãos americanos no meio do regional. Em 2 de março, após novas ações iranianas, foi ressaltada a necessidade de evacuação de residentes na região.
Com a evolução do cenário, foram inauguradas operações de voos fretados, com mais de duas dúzias de voos já organizados. Em 10 de março, autoridades apontaram que mais de 40 mil americanos haviam deixado o Oriente Médio. Ainda não ficou claro quantos cidadãos americanos permanecem na região, com estimativas variando amplamente.
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