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Assassinato do presidente do Haiti: motivado por ganância e poder, dizem promotores

Ganância e poder guiaram conspiração em Miami para derrubar Jovenel Moïse; financiamento da CTU sustenta golpe, com possível sentença vitalícia.

Jovenel Moïse, the Haitian president, arrives for an interview at his home in Petion-Ville, a suburb of Port-au-Prince, Haiti on 7 February 2020.
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  • Procuradores federais dos EUA iniciaram depoimentos de abertura no julgamento em Miami de quatro homens acusados de conspiração para sequestrar ou matar o ex‑presidente haitiano Jovenel Moïse, morto em 2021.
  • Segundo a acusação, ganância, arrogância e desejo de poder foram as forças motrizes do esquema, planejado a partir da Flórida para tomar o país e enriquecer os conspiradores.
  • Os Réus são Arcangel Pretel Ortíz, Antonio Intriago, Walter Veintemilla e James Solages, ligados a entidades sediadas no sul da Flórida; podem receber penas de prisão perpétua.
  • A defesa sustenta que a investigação na Haití foi falha e que os clientes foram manipulados a assumir a responsabilidade por um golpe interno.
  • A conspiração envolveu inicialmente apoio a Christian Sanon, passando a apoiar Wendelle Coq Thélot; autoridades ainda apontam financiamento e cooperação com grupos haitianos e colombianos.

Em Miami, quatro homens enfrentam acusações nos EUA por conspiração para sequestrar ou assassinar o ex-presidente haitiano Jovenel Moïse em 2021. Os promotores afirmam que ganância e ambição de poder foram os motores do esquema.

O julgamento envolve Arcangel Pretel Ortíz, Antonio Intriago, Walter Veintemilla e James Solages. Eles são acusados de atuar em parceria na Flórida para derrubar Moïse e liderar o Haiti, país afetado por violência de gangues desde então.

As acusações foram apresentadas durante as declarações iniciais no tribunal em Miami. A promotoria sustenta que o grupo tinha como objetivo tomar o poder e enriquecer, com um plano que incluía financiamento e apoio logístico.

Contexto do caso

Segundo documentos judiciais, a operação contou com a participação de empresas sediadas na Flórida, CTU (Counter Terrorist Unit Federal Academy e CTU Security) e Worldwide Capital Lending Group. Os promotores apontam que recursos foram mobilizados para aquisição de arma, colete e apoio de segurança.

Os defensores, por sua vez, argumentam que a investigação no Haiti foi mal conduzida e que os réus foram coagidos a assumir a culpa por um suposto golpe interno. Os advogados também mencionam que houve participação de autoridades haitianas naquilo que chamam de prisão legítima que não se confirmou.

Detalhes do envolvimento

Conspiradores teriam tentado apoiar Christian Sanon como possível substituto de Moïse, com horários de encontro em South Florida em abril de 2021. A partir daí, o escalonamento incluiu contratos para CTU, além de financiamento e aquisição de armamento para uso no Haiti.

Entre os envolvidos, Solages atuava como representante da CTU na Hait e coordenou contatos com Sanon. Em agosto de 2021, após a mudança de planos, o grupo passou a apoiar Wendelle Coq Thélot, que também figura entre as figuras ligadas ao caso.

Outras informações indicam que a tentativa de golpe envolveu dezenas de estrangeiros com treinamento militar e ligações com gangues locais. Investigadores destacam que o financiamento incluía uma linha de crédito de 175 mil dólares da Worldwide Capital para CTU.

Perspectivas legais

Três dos réus enfrentam sentenças de até prisão perpétua caso sejam condenados. Todos mantêm a defesa de insanidade de participação, pretendendo demonstrar que foram manipulados para assumir o papel de responsáveis pelo suposto golpe.

Até o momento, cinco outros indivíduos que já se declararam culpados em keis relacionados já cumprem pena de prisão perpeta. Uma sexta pessoa recebeu nove anos de prisão por fornecer coletes à prova de bala aos conspiradores. O andamento do caso de Sanon está programado para ocorrer posteriormente.

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