- Deputado Carlos Jordy acusa o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de tentar negociar a derrubada da CPMI do INSS em troca da análise do veto ao projeto de dosimetria.
- O requerimento de instauração da CPMI já foi protocolado e, pelo regimento, precisa ir à pauta na próxima sessão conjunta do Congresso.
- Em vídeo divulgado nesta segunda-feira, Jordy afirma que “a CPMI do Banco Master é inegociável” e diz que acionará o STF para obrigar a pautar o requerimento.
- A PF informou que o contato de Alcolumbre estava no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; o requerimento de Alessandro Vieira pede uma CPI restrita às relações entre Vorcaro e ministros do STF.
- O veto do veto presidencial ao projeto da dosimetria foi feito pelo presidente Lula; se derrubado, a pena de Jair Bolsonaro pode cair de 27 anos e 3 meses para 4 anos e 2 meses, beneficiando outros condenados.
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirma que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), busca negociar a derrubada da CPMI do INSS em troca da análise do veto ao projeto de dosimetria. O requerimento para instaurar a CPMI já foi protocolado e precisa entrar na pauta da próxima sessão conjunta do Congresso.
Segundo Jordy, há uma relação de condicionantes entre a CPMI e a apreciação do veto ao PL da dosimetria. Ele divulgou um vídeo em que afirma que a CPMI do Banco Master não pode ser objeto de negociação. O deputado também disse que, caso haja acordo, levará o caso ao STF para exigir a pauta.
A denúncia envolve ainda o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, cuja linha de contato com Alcolumbre consta do material apreendido pela PF. Enquanto isso, o requerimento apresentado por Alessandro Vieira (MDB-RS) propõe uma CPI que apure relações entre Vorcaro e ministros do STF, o que geraria imunidade a agentes públicos na investigação.
O projeto de dosimetria, por sua vez, foi integralmente vetado pelo presidente Lula. Caso o veto venha a ser derrubado, haveria redução de pena para alguns condenados, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme o texto do veto divulgado pela gestão federal.
A Gazeta do Povo informou que solicitou posicionamento de Alcolumbre. O espaço permanece aberto para manifestação.
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