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Ucrânia e o paradoxo do conservadorismo nacional

Conservadores nacionalistas ainda minimizam a Ucrânia, mas eleições e pesquisas sinalizam possível recuo da oposição e maior apoio a Kyiv

A collage illustration with images of JD Vance, Charlie Kirk, Tucker Carlson, Yoram Hazony, and Steve Bannon in combination with the flag of Ukraine and a sunflower at right and a Russian flag at left. All are atop a Make America Great Again background in Ukrainian colors.
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  • O filósofo Yoram Hazony defendeu a Ucrânia como Estado-nação em discurso de 2022, mas a recepção entre conservadores nacionais foi morna.
  • Em 2022, Hazony e oito pensadores conservadores publicaram “National Conservatism: A Statement of Principles”, defendendo soberania nacional e alianças defensivas, condenando império de potências como China e Rússia.
  • Anos depois, Hazony e muitos signatários ficaram silentes ou até opostos a apoio militar a Ucrânia, com críticas ao envolvimento dos EUA e à intervenção ocidental.
  • Vance e outros líderes da MAGA mostraram ceticismo ou hostilidade à Ucrânia, embora haja mudanças recentes com debates internos sobre extremismo e uma possível reorientação pró-Ucrânia entre parte da base.
  • Pesquisas de 2025 indicam apoio significativo entre eleitores conservadores aos auxílios militares a Ucrânia, sugerindo possível retomada de postura pró-Ucrânia na direita norte-americana antes das eleições de meio mandato.

Em março de 2022, após o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia, Yoram Hazony discursou em uma conferência em Bruxelas defendendo a Ucrânia como Estado-nação ameaçado. O texto ressaltou a visão nacional-conservadora de soberania e tradições nacionais frente a uma Rússia descrita como império.

O artigo descreve o paradoxal despreparo de alguns conservadores nacionais em apoiar a Ucrânia. Hazony criticou a Russia imperial e elogiou a disposição ucraniana de sacrifício pela defesa do país, destacando a lealdade como valor central.

Em junho de 2022, Hazony e outros intelectuais assinaram o documento Nacional Conservadorismo: Uma Declaração de Princípios, publicado na American Conservative. O texto defende a soberania de nações independentes e a deterrência contra agressões imperialistas, citando explicitamente China e Rússia como alvos.

Continuidade e silêncio

Nos anos seguintes, Hazony e muitos signatários adotaram tom mais reservado em relação à Ucrânia. Diversos apoiadores passaram a se manter relativamente quietos ou opor-se ao apoio militar externo, contribuindo para um recuo perceptível na defesa do país.

Fenômeno dentro do MAGA

OBAN Vance, figura influente entre os natcons, mostrou postura de desinteresse ou oposição à Ucrânia. Em 2025, ele discursou defendendo identidades nacionais europeias e criticando o liberalismo aberto, sem mencionar os riscos ucranianos. A posição dele divergiu do apoio que a Ucrânia recebe de aliados ocidentais.

Outros líderes associados aos natcons também manifestaram ceticismo em relação a assistência a Kyiv, incluindo ex-membros próximos de Kirk e Reno, que questionaram a viabilidade de vitória ucraniana ou argumentaram que a guerra não atende a interesses nacionais.

Mudanças recentes no discurso

Recentes debates internos no MAGA acentuaram divisões sobre extremismo dentro do movimento e sobre a estratégia de apoio à Ucrânia. A influência de figuras como Carlson, Orban e Meloni passou por oscilações, com alguns passando a adotar tom mais firme em defesa de Kyiv e da OTAN.

Cenário eleitoral e pressões externas

Com as eleições de meio de mandato nos EUA e pesquisas indicando apoio significativo à Ucrânia entre eleitores, analistas veem sinais de possível reversão de posição na direita. O desenrolar de negociações com a Europa e a resposta a ataques russos podem orientar mudanças futuras.

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