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PT enfrenta dificuldades em estados mais lulistas do Nordeste e aciona caciques

PT encara cenário adverso na Bahia e no Ceará, com governadores petistas atrás de adversários locais e alianças com caciques, enquanto Lula não garante folga nas pesquisas

O presidente Lula nas comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil em Salvador, ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT)
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  • PT enfrenta dificuldade em Bahia e Ceará, dois estados historicamente favoráveis a Lula, conforme sondagens para 2026.
  • Bahia: Jerônimo Rodrigues (PT) aparece atrás de ACM Neto (União) em pesquisa recente, 48% a 31%.
  • Ceará: Elmano de Freitas (PT) ainda lidera em relação direta com adversários, mas o saldo é mais competitivo; Ciro Gomes (PSDB) aparece à frente em uma pesquisa recente, 44% a 35%.
  • Partidos aliados passam a apoiar candidaturas-chave: Camilo Santana (PT) deve deixar o Ministério da Educação para ajudar Jerônimo, e Cid Gomes (PSB) reforça a aliança com o deputado José Guimarães (PT-CE) para o Senado.
  • Lula mantém vantagem nas pesquisas, mas índices caíram em relação à última eleição, enquanto a percepção de que adversários já estão em campanha é apontada por petistas e observadores.

O PT enfrenta dificuldades em dois estados tradicionalmente leais ao lulismo, Bahia e Ceará, onde governadores e aliados tentam manter o poder diante de pesquisas que mostram desempenho fragilizado. A tentativa envolve aproximação com caciques locais e apoio direto do presidente Lula.

Na Bahia, Jerônimo Rodrigues aparece atrás de ACM Neto em sondagens anunciadas nesta semana, com 31% ante 48% do adversário, segundo a Séculus Análise e Pesquisa. Em novembro, a Real Time Big Data havia apontado 35% a 44%. A campanha envolve apoio de Rui Costa e Jaques Wagner, que atuam na articulação política e na construção da chapa.

Entre os bastidores, o perfil de Jerônimo é visto como mais voltado ao interior, com visitas às prefeituras e obras, o que gera avaliações distintas sobre sua gestão. Parte do núcleo petista aponta vantagens da experiência de Wagner, enquanto outros destacam a necessidade de manter apoio do MDB, representado pelo vice-governador Geraldo Júnior.

No Ceará, Elmano de Freitas encara cenário similar, com pesquisas indicando domínio de Ciro Gomes (PSDB) em parte das sondagens. Recentemente, Ciro chegou a quase nove pontos percentuais de vantagem sobre o petista, conforme levantamento da Paraná Pesquisas.

Para contornar o quadro, o PT cearense tem reforçado laços com o atual ministro da Educação, Camilo Santana, que voltaria a assumir posição de liderança se necessário para manter a aliança. A articulação envolve apoio entre centro-direita e segmentos da direita, contra o PT, segundo interlocutores locais.

Mesmo com números desfavoráveis, o PT ressalta que os adversários também atuam de forma ampla, com agendas previamente estruturadas. Em Fortaleza, aliados destacam que a campanha de 2024 teve participação de Ciro Gomes, ainda que a reeleição do prefeito não tenha ocorrido.

O partido aponta que a campanha federal também pesa na percepção local, com críticas de que rivais aproveitam o timing para alavancar candidaturas. Segundo intérpretes, a presença de Lula pode influenciar o cenário caso haja intensificação da campanha nacional.

Números de Lula, no entanto, não aparecem tão expressivos quanto nas eleições anteriores. Pesquisas internas mostram o presidente à frente da direita, mas com percentuais menores, o que aumenta a pressão para novas estratégias locais.

Petistas afirmam que adversários costumam atuar de forma autônoma, sem depender tanto da máquina do partido. Em Bahia e Ceará, a aposta é que o peso de alianças locais seja crucial para manter a vantagem necessária ao segundo turno.

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