- O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, escolheu o comissário José Luis Santafé Arnedo como novo diretor adjunto operativo (DAO) da Polícia Nacional.
- Santafé substitui o ex-chefe policial José Ángel González Jiménez, que pediu demissão em fevereiro após uma denúncia de agressão sexual feita por uma subordinada.
- A nomeação busca reduzir a crise na Polícia Nacional e elevar a moral de mais de setenta e quatro mil agentes.
- O processo de escolha foi iniciado em 23 de fevereiro, com prazo de sete dias úteis e apenas para comissários principais, por meio de designação livre.
- Mesmo com debates sobre eventualmente nomear uma mulher, o ministro optou por um homem para o cargo.
O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, escolheu o comissário José Luis Santafé Arnedo, atual chefe superior da Polícia Nacional em Baleares, como novo diretor adjunto operacional (DAO). A nomeação substitui o comissário José Ángel González Jiménez, que pediu demissão após a apresentação de uma denúncia por agressão sexual feita por uma subordinada em abril de 2025. A decisão foi anunciada poucas horas após o encerramento do prazo para candidaturas ao cargo.
Santafé assume a função em meio à crise que se abriu com a saída de González Jiménez. Interior destacou que o objetivo é recuperar a confiança institucional e a moral da corporação, afetadas pela controvérsia envolvendo a antiga liderança. O novo DAO atuará como segundo escalão máximo da Polícia Nacional, responsável por operações e coordenação de ações de campo.
O escolhido tem trajetória ligada à segurança pública. Ingressou na Polícia em 1990, ocupando, ao longo dos anos, posições em segurança cidadã, polícia judicial e extranjeria, em Madrid e nas Ilhas Baleares. Em Baleares, foi promovido a chefe superior em 2022 e manteve laços profissionais com a atual Secretaria de Segurança, Aina Calvo, quando esta era delegada do governo local.
O processo de seleção ocorreu com rapidez. A convocação, publicada em 23 de fevereiro, estabeleceu o regime de designação livre e um prazo de sete dias úteis para apresentação de candidaturas. Apenas comissários principais podiam concorrer, desde que não estivessem suspensos ou na segunda atividade. Ao todo, o cargo reúne 89 homens e 22 mulheres com esse posto, segundo o órgão.
Grande-Marlaska reconheceu, em audiência no Congresso, que a situação era gravíssima, mas enfatizou que não toleraria ataques à reputação da Polícia Nacional por motivos políticos. O ministro anunciou uma revisão extraordinária dos protocolos internos de combate ao assédio sexual, em conjunta com a Guarda Civil, para evitar falhas semelhantes no futuro. O objetivo é reforçar mecanismos de responsabilização e prevenção.
Santafé, nomeado com o foco de restabelecer a disciplina e a confiança entre as mais de 74 mil pessoas a serviço da corporação, chega ao posto com experiência em unidades de ordem pública e prevenção da criminalidade. O ministro informou que a escolha foi baseada em critérios de mérito, experiência e disponibilidade para assumir as responsabilidades do cargo.
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