- Louise Casey lidera uma revisão encomendada pelo governo sobre o cuidado social de adultos, dizendo que o sistema inglês é “creaking” e confuso para quem depende dele.
- Ela alertou para um “momento de reckoning” diante do envelhecimento da população e do aumento de condições crônicas como demência e Alzheimer.
- Casey afirmou que o modelo atual é frágil e fragmentado, com cortes durante a austeridade e subfinanciamento que deixam serviços inconsistentes.
- A responsável destacou a separação entre saúde e assistência social, criticando definições que geram disputas sobre quem paga e deixando famílias com a responsabilidade final.
- O plano prevê duas fases: o primeiro relatório este ano com um serviço nacional de cuidados; o segundo, em 2028, para desenhar como financiar e sustentar o sistema. O governo já acatou propostas sobre demência e neurodegeneração associada (MND).
A Inglaterra enfrenta descrença sobre o seu sistema de cuidado social para adultos, considerado desorganizado e difícil de navegar para quem dele depende. A avaliação encomendada pelo governo aponta que o setor é mantido por soluções temporárias, sem base estrutural sólida.
Louise Casey lidera a revisão e afirma que há uma necessidade urgente de reformar o serviço de cuidado para refletir uma população envelhecida e com condições crônicas, como demência. Ela destaca falhas persistentes, com necessidades atendidas de forma fragmentada e inadequada.
A autora da revisita descreve que reformas dos últimos anos foram aquém do necessário, com investimentos reduzidos e tensões entre serviços de saúde e assistência social. O que se observa é uma coordenação deficiente entre políticas de cuidado e de saúde.
Casey acrescenta que a delimitação entre o que é saúde e o que é assistência social gerou disputas sobre custos, deixando famílias a arcar com parte das despesas. A percepção pública não corresponde às distinções institucionais.
> Mudança de tema: próximos passos e prazos da avaliação
A primeira fase da análise, prevista para este ano, planeja indicar um serviço nacional de cuidado. A segunda etapa, esperada para 2028, deve detalhar como financiar e estruturar o sistema para atender às demandas futuras.
O governo confirmou que aceitou propostas sobre demência e esclerose lateral amiotrófica, com a ideia de acelerar ações e melhorar o acesso a tratamentos. A secretaria de saúde defende que as mudanças devem ocorrer rapidamente.
Especialistas ouvidos pela reportagem destacam a importância de avanços rápidos para manter o ritmo de políticas públicas. O debate público envolve a viabilidade de um sistema único e financiável para diversos tipos de cuidados.
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