- O Ministério do Interior britânico avalia um novo esquema para famílias requerentes de asilo, com remoção acelerada e pagamento adicional para aceitar retornar voluntariamente.
- O piloto mira 150 famílias, principalmente aquelas com pedidos recusados, oferecendo até £ 40.000 por família e £ 10.000 por pessoa.
- As famílias teriam sete dias para decidir aceitar a oferta; se recusarem, começam os procedimentos de remoção forçada.
- Em um documento de consulta, há a possibilidade de algemação de crianças para facilitar a remoção, como último recurso para vencer resistência.
- A comunicação descreve que o governo buscará retornar quem não tem direito e que a dignidade humana deve ser considerada, com disposições semelhantes já existentes em outros setores públicos.
O governo britânico avalia um novo esquema para acelerar retornos de famílias solicitantes de asilo, incluindo possíveis prisões com algemas de crianças. A medida faz parte de propostas do Home Office para reduzir fluxos migratórios por meio de retornos voluntários com suporte financeiro, e de ações de enforcement em casos de recusa de pedido.
O piloto dirigido a 150 famílias em situação de asilo prevê incentivos de até 10 mil libras por pessoa e até 40 mil libras por família, para aceitar a saída rápida do Reino Unido. As famílias terão sete dias para decidir se aceitam a oferta; caso recusem, avançam os procedimentos de remoção forçada.
Segundo o documento de consulta Family Returns, o governo sugere que, em casos de resistência, pode haver o uso de força, incluindo a colocação de algemas em crianças, como recurso último para efetivar a remoção para o país de origem. Ainda não há definição sobre a implementação exata.
Entre as respostas públicas, a organização alega que a proposta representa violence e desumanização. O porta-voz da coalizão que atua na proteção de imigrantes criticou o endurecimento das políticas e pediu engajamento cívico contra raids e parcerias com empresas envolvidas com regimes de fronteira.
O governo informou que a remoção forçada seria sempre a última opção e que o objetivo é remover pessoas sem direito de permanecer, desde que o retorno ao país de origem seja seguro. A consulta também aponta que acordos legais parecidos já existem em outros setores públicos e que a abordagem visa tornar os retornos mais humanos e eficaz.
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