- EUA preparam novas regras para contratos de IA, com a Administração de Serviços Gerais (GSA) exigindo licença irrevogável para uso dos seus sistemas em todos os fins legais.
- A medida vale para contratos civis e integra um esforço do governo para reforçar as regras de contratação de serviços de IA.
- O passo ocorre após impasse entre o Pentágono e a Anthropic, que foi classificada como risco para a cadeia de suprimentos; o governo proibiu que contratadas usem a IA da empresa em trabalhos militares.
- A proposta proíbe que as empresas codifiquem julgamentos partidários ou ideológicos nas respostas produzidas pelos sistemas de IA.
- Também exige que empresas informem se modelos foram modificados para cumprir regulações federais fora dos Estados Unidos ou por entidades comerciais.
Pelo menos até esta sexta-feira, 6 de março, os Estados Unidos avançaram com novas regras de contratos de inteligência artificial. O objetivo é exigir que empresas do setor permitam uso legal de seus modelos pelo governo, conforme apurou o Financial Times. A medida faz parte de um movimento de maior controle sobre serviços de IA pela Administração.
A proposta, apresentada pela Administração de Serviços Gerais (GSA), impacta contratos civis. Em linhas gerais, exige licença irrevogável aos EUA para utilizar sistemas de IA em todos os fins legais. O texto ainda está em rascunho e pode passar por ajustes antes de qualquer vigência.
A iniciativa ocorre em meio a um impasse entre o Pentágono e a Anthropic, empresa de IA. O Pentágono classificou a companhia como risco para a cadeia de suprimentos e proibiu que contratadas usem a tecnologia da Anthropic em trabalhos para as Forças Armadas.
Segundo o Financial Times, o governo também busca alinhar regras de contratos civis com possíveis exigências de conformidade federal fora dos EUA ou de entidades comerciais. O rascunho orienta que firmas informem se modelos foram modificados para cumprir regulamentos estrangeiros ou padrões internos.
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