- O escritório de Jillian Segal, enviada australiana contra antisemitismo, escolheu Greg Craven para liderar o processo de avaliação de universidades após nenhum licitante oficial responder ao edital aberto.
- Cinco firmas independentes foram contatadas originalmente, mas recusaram participar por conflitos de interesse com o setor universitário.
- Segal apresentou uma lista de cinco candidatos; Craven era o preferido, com demais nomes acionados apenas se ele disser não.
- Craven recebeu contrato do governo no valor de $232.466, com vigência até 30 de junho de 2027.
- O sistema de avaliação prevê classificar universidades com base em como lidam com protestos, acampamentos e exibição de símbolos nas instituições.
Jillian Segal, enviada especial australiana para lidar com antisemitismo, escolheu Greg Craven para liderar o processo de avaliação de universidades quanto ao enfrentamento do tema. A decisão ocorreu após a ausência de respostas de cinco empresas em uma licitação aberta. Segal confirmou que o objetivo é mapear como as instituições lidam com incidentes e protestos ligados ao tema.
Documentos obtidos por meio de leis de acesso à informação mostram que a equipe de Segal inicialmente buscou três consultorias independentes e duas firmas de advocacia para conduzir a análise. Todas recusaram participar, alegando conflitos de interesse com o setor universitário.
Craven, jurista constitucional e ex-vice‑canbo de uma universidade católica, ficou como primeira opção da lista. Os documentos indicam que foi contatado inicialmente, com os demais nomes apenas sendo acionados caso ele aceitasse.
A nomeação foi anunciada em novembro do ano passado, com Craven recebendo contrato pelo valor de 232.466 dólares, com vigência até 30 de junho de 2027. Segal estruturou o quadro metodológico do relatório dentro de uma estratégia maior de combate ao antisemitismo.
Segundo os documentos, o departamento de Assuntos Internos enviou, em outubro, um pedido ao chefe de gabinete de Segal para justificar a escolha de um candidato específico e a viabilidade da opção. A resposta confirmou a lista de cinco pessoas e o método de abordagem gradual, priorizando Craven como primeira opção.
Craven já havia gerado críticas no passado, com declarações sobre o ensino superior australiano e protestos em campus, citadas em revisões de sua atuação. Entidades sindicais questionam a imparcialidade do nomeado, destacando possíveis conflitos entre atuação anterior e a função.
O sistema de avaliação prevê que universidades recebam notas com base em como lidam com protestos, ocupações, exibirem bandeiras e materiais promocionais em campi. A primeira etapa dos relatórios deve ser encaminhada às universidades ainda neste mês.
Segal e Craven foram procurados para comentar o assunto. A reportagem não recebeu resposta até o fechamento desta edição.
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