- Um drone atingiu RAF Akrotiri no domingo, em ataque atribuído ao Hezbollah; houve danos mínimos e sem vítimas, e mais drones foram interceptados.
- As famílias foram temporariamente retiradas da base, e o episódio gerou atrito diplomático entre Chipre e Reino Unido, com queixas pela falta de aviso prévio a cidadãos na ilha.
- O ministro das Relações Exteriores de Chipre, Constantinos Kombos, afirmou que há “perguntas” sobre o futuro das duas bases britânicas em Chipre e que é preciso uma “conversa” após os eventos recentes.
- O presidente de Chipre, Nikos Christodoulides, criticou não ter havido aviso oportuno, e o porta-voz afirmou que serão tomadas medidas para expressar a insatisfação com a comunicação.
- O governo britânico planeja envio do navio de guerra HMS Dragon para a região na próxima semana; o primeiro-ministro Keir Starmer reiterou o compromisso de segurança de Chipre e de seu pessoal.
O drone strike ocorrido no domingo atingiu a RAF Akrotiri, base britânica em território cipriota, divulgado como provável ataque do Hezbollah, do Líbano. O incidente causou danos pequenos e não deixou vítimas. Drones adicionais foram interceptados e a Defesa britânica retirou temporariamente familiares da base.
O chanceler Constantinos Kombos indicou que surgiram “questões” sobre a presença de bases militares britânicas na ilha. O presidente Nikos Christodoulides pediu retratação sobre a comunicação falha de avisos à população próxima ao local.
A chefe da diplomacia cipriota reiterou que o tema entra na pauta de relacionamento com o Reino Unido, destacando a necessidade de refletir sobre o futuro de duas bases em território de Cypriota. O governo enfatizou que o episódio exige análise cuidadosa antes de qualquer decisão.
Reação e desdobramentos diplomáticos
Kombos afirmou que a eventual retirada das bases é uma possibilidade que merece debate público e técnico. Em Londres, o governo britânico reconheceu a falha no aviso prévio e reforçou o compromisso com a segurança de bases e pessoas na região.
A Assembleia Britânica enviou uma fragata com capacidades de defesa aérea, o HMS Dragon, para o Mediterrâneo, em resposta às críticas sobre a atuação no incidente. A embarcação deverá chegar a águas próximas a Cyprus no início da próxima semana.
O primeiro-ministro Keir Starmer manteve o tom de cooperação, assegurando apoio aos cidadãos e aos funcionários britânicos em Cyprus e reiterando o interesse de manter alianças com aliados na região.
David Lammy, vice-primeiro-ministro, cometeu uma incorreção ao classificar Cyprus como membro da NATO. Em seguida, correu a afirmação ao esclarecer que Cyprus é aliado da organização, mas não estado membro, condição que o coloca fora da aliança militar.
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