- O chefe de vacinas da FDA, Dr. Vinay Prasad, deixará o órgão no final de abril e retornará à Universidade da Califórnia, em São Francisco.
- A decisão foi anunciada pelo comissário da FDA, Marty Makary, em mensagem aos funcionários.
- Esta é a segunda saída de Prasad em menos de um ano, ligada a decisões sobre revisões de vacinas e medicamentos especializados para doenças raras.
- Em julho, Prasad foi temporariamente afastado após desentendimentos com executivos da biotecnologia, grupos de pacientes e aliados conservadores de Donald Trump, mas retornou em menos de duas semanas.
- O histórico de Prasad envolve acelerar revisões de fármacos e impor avisos e requisitos de estudo para algumas terapias, incluindo vacinas de covid, ganhando apoio de Kennedy Jr. e de Makary.
Vinay Prasad, chefe de vacinas da FDA, deixará a agência no fim de abril. Ele retorna à Universidade da Califórnia, em San Francisco, para retomar atividades acadêmicas. A saída ocorre pela segunda vez em menos de um ano.
O anúncio foi feito pelo comissário da FDA, Marty Makary, em e-mail aos funcionários na noite de sexta-feira. Segundo Makary, a decisão envolve pautas sobre a revisão de vacinas e de drogas especializadas para doenças raras.
Prasad chegou à FDA em maio do ano passado e já enfrentou controvérsias ao longo de sua gestão. Em julho, chegou a ser afastado temporariamente após desentendimentos com executivos do setor, grupos de pacientes e aliados conservadores de figuras associadas ao governo de Trump. Foi readmitido em menos de duas semanas.
Contexto
Prasad tem perfil acadêmico e, ao mesmo tempo, crítico das normas da agência para avaliação de medicamentos. Em alguns momentos, associou-se a medidas para acelerar revisões farmacológicas, em outros impulsionou alertas e requisitos adicionais de estudo para certos biotecnológicos e vacinas, incluindo vacinas contra a Covid, alvo de críticas de setores anti-vacina.
A agenda dele tem sido marcada por uma tensão entre rapidez na aprovação de produtos e rigor regulatório. A administração ressalta que as mudanças visam equilibrar inovação com segurança, embora a atuação tenha gerado debates entre a indústria, pacientes e especialistas.
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