Em Alta NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil precisa se posicionar para evitar chantagem externa

Brasil precisa se posicionar firme para não abrir precedente internacional em energia nuclear e ficar vulnerável a chantagens de potências, dizem especialistas

Rabah, presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal). Foto: Reprodução/Redes Sociais
0:00
Carregando...
0:00
  • Brasil encara a escalada entre EUA, Israel e Irã e avalia atuar como mediador, sem se posicionar apenas como terceiro neutro.
  • Ualid Rabah, presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil, afirma que apoiar EUA e Israel criaria um precedente de violação à lei internacional, deixando o Brasil vulnerável a pressões externas.
  • O ínicio do conflito envolve questões de não proliferação: Irã e Brasil são signatários do tratado e estão sujeitos às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica.
  • O Itamaraty condenou os ataques e o governo avalia a possibilidade de negociar entre Washington e Teerã; o embaixador iraniano agradeceu o posicionamento brasileiro.
  • A Federação Árabe Palestina do Brasil defende que o Brasil também recupere a indústria de defesa, incluindo caças, mísseis, frota marítima e submarinos de propulsão nuclear para proteger interesses nacionais.

O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no fim de semana marcou um novo capítulo de hostilidades na região, com impactos diplomáticos regionais e debates sobre o papel do Brasil. O episódio é apresentado como uma escalada desde décadas de tensão, incluindo ações históricas entre Ocidente e Irã.

Ualid Rabah, presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil, afirma que o Brasil tem um papel relevante na contenção do conflito, mas não deve atuar apenas como mediador neutro. Segundo ele, um precedente fora da legalidade internacional para energia nuclear deixaria o Brasil vulnerável a pressões externas, inclusive de Donald Trump, caso o país apoie EUA e Israel. Rabah relembra acusações ocorridas em 2005 sobre o programa nuclear brasileiro.

Ainda conforme Rabah, o Irã é signatário do Tratado de Não Proliferação e passa por inspeções da AIEA, o que, segundo ele, reforça a necessidade de alinhamento com normas internacionais para evitar interpretações apressadas de violação.

O Itamaraty condenou as agressões e manifestou preocupação com a escalada na região do Golfo. O embaixador iraniano, Abdollah Nekounam, agradeceu as declarações do Brasil e disse que o posicionamento brasileiro valoriza soberania e independência dos governos.

O governo brasileiro avalia a possibilidade de atuar como mediador direto nas negociações entre Washington e Teerã. Aliados do presidente Lula orientam manter o tom moderado nas críticas a Trump e priorizar contatos para facilitar um acordo entre as partes.

Para Rabah, além da mediação, o Brasil deveria considerar o fortalecimento de sua indústria de defesa, com foco em caças, mísseis de defesa e uma frota marítima capaz de proteger o Atlântico e as reservas brasileiras de petróleo. A visão é ampliar a capacidade estratégica nacional diante do cenário regional.

O que motiva os EUA e Israel

Segundo o presidente da Fepal, os EUA buscam manter a influência imperial, a primazia do dólar e conter a China e os Brics, além de sustentar a indústria bélica nacional. O Irã, ao produzir de forma autônoma, seria um competidor nesse mercado de armamentos.

Para Rabah, Israel tem como objetivo avançar o que ele descreve como o projeto do “Grande Israel”, incluindo territórios da região. O analista afirmou que esse projeto envolve a desmilitarização de forças que se opõem a essa visão, com foco no Irã como principal oponente, pela sua aliança com Brics e pela resistência ao domínio do dólar.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais