- Mais de trinta senadores assinaram uma carta pedindo que a administração dos EUA abra uma investigação independente sobre a morte de Nasrallah Abu Siyam, de 19 anos, ocorrida em fevereiro em Mukhmas, na Cisjordânia.
- A morte de Abu Siyam é a nona vítima americana morta por soldados ou colonos israelenses desde 2022, segundo o texto. Não houve condenação em nenhum dos casos.
- A carta pede uma investigação liderada pelos EUA, uma apuração completa de todos os nove casos e um briefing ao Congresso até 5 de abril.
- A mensagem é liderada pelo senador Chris Van Hollen ( Maryland ) e dirigida ao secretário de Estado, Marco Rubio; ao procurador-geral, Pam Bondi; e ao embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee.
- As mortes abrangem diferentes idades, incluindo a jornalista Shireen Abu Akleh; o documento também menciona o aumento da violência de colonos na Cisjordânia e a ausência de comentários das autoridades consultadas.
Mais de 30 senadores dos EUA assinaram uma carta pedindo que a administração Trump abra uma investigação independente sobre a morte de um americano de 19 anos no West Bank, a nona vítima norte-americana desde 2022 sob ações de colonos ou do IDF.
O texto, liderado pelo senador Chris Van Hollen (MD), foi dirigido ao secretário de Estado, Marco Rubio, à procuradora-geral Pam Bondi e ao embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee. Pede uma investigação liderada pelos EUA e um retorno com o status de todos os nove casos até 5 de abril.
Nasrallah Abu Siyam, nascido na Filadélfia, foi morto em 18 de fevereiro, na vila de Mukhmas, durante ataque de colonos encapuzados contra agricultores. Testemunhas dizem que soldados israelenses presentes não intervieram nem ofereceram ajuda médica.
O escritório do IDF não respondeu imediatamente a pedidos de comentário. A carta também solicita um briefing ao Congresso para esclarecer as investigações em curso e as medidas de responsabilização, se houver.
Assinada por 31 senadores, a missiva cita um “padrão consistente” de mortes de cidadãos americanos no West Bank sem responsabilização, apesar de promessas anteriores de autoridades norte-americanas.
Entre os signatários estão figuras de peso like Patty Murray, Dick Durbin, Jack Reed e Bernie Sanders. Não assinaram, porém, John Fetterman e Dave McCormick, de Pennsylvânia, ambos citados pela imprensa local.
Contexto
O documento é a segunda carta de Van Hollen ao governo de Trump em menos de oito meses, após a morte de Sayfollah Musallet, 20, na sequência de agressões de colonos. Desde então, duas novas mortes de norte-americanos ocorreram no território.
As mortes variam em faixa etária e circunstâncias, incluindo jornalistas reconhecidos como Shireen Abu Akleh, morta em 2022, e jovens que morreram em protestos na região. Dados dos últimos anos apontam aumento da violência de colonos no West Bank.
Desdobramentos
Autoridades norte-americanas reafirmaram, em notas públicas, o compromisso com a responsabilização em casos que envolvem cidadãos dos EUA no exterior. O Departamento de Estado reiterou a importância de esclarecer cada episódio. As respostas oficiais não foram disponibilizadas até o momento.
Entre na conversa da comunidade