- O prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, o Dr. Furlan, renunciou ao cargo e enviou o pedido à Câmara de Vereadores na quinta-feira, cinco.
- A renúncia ocorre após ele ter sido afastado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito de investigação da Polícia Federal sobre irregularidades na licitação e na execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá.
- A medida de afastamento atingiu também o vice-prefeito Mario Neto e outros gestores, com base em apontamentos da Controladoria-Geral da União e solicitação da Procuradoria-Geral da República.
- A apuração investiga possível esquema de direcionamento de licitação e desvio de recursos da Secretaria Municipal de Saúde ligados ao hospital; a primeira fase da operação ocorreu em setembro do ano passado.
- Em agosto de 2025, durante visita às obras, Furlan agrediu um profissional de imprensa; em 3 de outubro, ele foi para Brasília formalizar filiação ao PSD, partido de Kassab.
O prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan, renunciou ao cargo nesta quinta-feira 5, por meio de ofício encaminhado à Câmara de Vereadores. A decisão ocorre após o afastamento dele, determinado pelo ministro Flávio Dino, do STF, em investigação da Polícia Federal sobre irregularidades em licitação e na execução de obras do Hospital Geral Municipal.
A operação da Polícia Federal investiga supostos desvios de recursos da pasta da saúde e a possível direção de licitação do hospital. Além de Furlan, foi determinado o afastamento do vice-prefeito Mario Neto e de outros gestores da administração municipal. As apurações contam com apoio da Procuradoria-Geral da República e indicativos da Controladoria-Geral da União.
Na comunicação de renúncia, Furlan agradece à população de Macapá pela confiança durante seu mandato e afirma desejar que esse apoio persista mesmo após a saída. O documento pede que a Câmara registre a renúncia nos termos regimentais.
Em agosto de 2025, o prefeito foi filmado durante uma visita às obras do hospital, quando agrediu um cinegrafista que questionava o atraso na entrega. A prefeitura informou que a agressão ocorreu em resposta a uma suposta agressão verbal anterior por parte da equipe de imprensa.
Antes da renúncia, Furlan viajou a Brasília, na véspera da ação que afastou o seu mandato, para se filiar ao PSD sob a liderança de Gilberto Kassab. Kassab ressaltou a importância da filiação, citando mudanças em Macapá e no Amapá.
Durante a preparação para formalizar a filiação, Furlan divulgou nas redes sociais que o dia seguinte seria dedicado a trabalho intenso, reforçando o tom de atuação pública antes dos desdobramentos. A renúncia altera o curso da administração municipal e amplia o foco das investigações em curso.
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