- O parlamento de Kosovo não conseguiu eleger o presidente dentro do prazo, mergulhando o país em crise política que pode levar a novas eleições.
- A sessão não teve quórum: apenas 66 dos 120 deputados estavam presentes, abaixo dos 80 necessários para seguir com a votação.
- O primeiro-ministro Albin Kurti, cujo partido Vetëvendosje governa, não conseguiu obter apoio da oposição para votar no seu candidato, Glauk Konjufca, que é ministro das Relações Exteriores.
- A oposição solicita um candidato de consenso; Kurti insiste no nome do ministro das Relações Exteriores, o que dificulta um acordo.
- Se houver eleição antecipada, seria a terceira votação parlamentar em pouco mais de um ano, após o pleito de fevereiro de 2025 e a eleição extraordinária de dezembro. A presidente em exercício, Vjosa Osmani, tem cerca de um mês no cargo e deve anunciar próximos passos na sexta-feira.
O parlamento do Kosovo não conseguiu eleger um novo presidente até o prazo de meia-noite desta quinta-feira, aprofundando a crise política e abrindo caminho para nova eleição, caso não haja acordo. A assembleia tem 120 assentos, e o governo de Kurti não conseguiu angariar votos da oposição.
O primeiro-ministro Albin Kurti, líder do partido Vetevendosje, indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Glauk Konjufca, como candidato. Contudo, a oposição pediu um nome consensual, o que não aconteceu na votação realizada sob protestos.
A sessão ficou sem quórum suficiente: apenas 66 deputados estiveram presentes, abaixo dos 80 necessários para seguir. Se novas eleições forem convocadas, seria a terceira votação parlamentar em pouco mais de um ano, após o pleito de fevereiro de 2025.
Próximos passos
O presidente em exercício, Vjosa Osmani, que permanece no cargo por mais um mês, deve apresentar diretrizes sobre o caminho a seguir nesta sexta-feira. A oposição, representada pelo Democrático do Kosovo e pela Liga Democrática do Kosovo, pressionam por novas eleições.
Contexto político
Caso haja nova eleição, o país pode enfrentar novo adiamento na formação de governo e instabilidade institucional. O pleito de dezembro já havia resultado em eleições antecipadas depois de falhas na formação do governo. O desfecho depende de negociações entre partidos e da atuação de Osmani.
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