- A guerra contra o Irã, chamada Operation Epic Confusion, teve objetivos e justificativas mudando rapidamente desde o início, gerando confusão sobre o que exatamente os EUA buscam.
- Os objetivos vão além de conter a energia nuclear: visam destruir capacidades navais, mísseis e drones iranianos, com possibilidade de atuação terrestre contestada e metas amplas.
- Há sinais de ambiguidade sobre regime: Trump sugeriu influenciar a escolha da próxima liderança iraniana, enquanto o defense secretary afirma que não é uma guerra para mudar o regime.
- Seis militares dos EUA foram mortos em ataque com drone a um centro de operações em Kuwait; os nomes foram revelados pela Defesa americana.
- No front doméstico, Trump anunciou a substituição de Kristi Noem pela senadora Markwayne Mullin como secretária de Segurança Interna, em meio a questões sobre a formalização do cargo.
Operation Epic Confusion: EUA detalham metas em ataque a Irã, com mudanças de objetivo e controvérsias
O governo dos EUA iniciou ataques contra o Irã no fim de semana, em operação denominada Epic Fury. A ofensiva foi autorizada pelo presidente Donald Trump e envolve bombardeios com apoio de Israel. O objetivo declarado é impedir o avanço nuclear do Irã.
Trump tem reiterado mudanças de rumo sobre o que pretende alcançar. Em semanas anteriores, ele citou desde evitar o programa nuclear até derrubar o regime iraniano, passando por descrições dúbias sobre a saída das forças norte-americanas.
As falas da administração têm gerado confusão entre o público. Um levantamento da CBS News aponta que 62% dos americanos não entenderam claramente as metas da guerra. Em público, trombadas entre o presidente e o Pentágono se sucedem.
Entre os envolvidos, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, afirma que a prioridade é degradar capacidades estratégicas iranianas no aberto e no futuro. Já o secretário de Defesa, Pete Hegseth, negou que se trate de uma guerra de regime, apesar das declarações do presidente.
No front militar, houve relatos de ações contra a Marinha iraniana, com disputas sobre o alcance real dessas operações. Também há menção de ataques a instalações logísticas e de defesa, com diferentes fontes sinalizando avanços variados. O Pentágono não respondeu a perguntas sobre discrepâncias.
Em outro desdobramento, o Exército dos EUA identificou seis militares mortos em um ataque com drone em Kuwait. As identidades foram anunciadas ao longo do início da semana pelas Forças Americanas. A operação também envolve reforços de inteligência no Pacífico e no Golfo.
Internamente, há mudanças na cúpula. Trump anunciou a substituição de Kristi Noem pela senadora Markwayne Mullin no cargo de secretária de Segurança Interna. A confirmação do Senado é necessária e poderá deixar vaga uma cadeira no Senado.
Enquanto a guerra se amplia, incidentes regionais se multiplicam. Um navio iraniano teria sido atacado ao sul da Sri Lanka, causando dezenas de mortes, segundo autoridades locais. E ataques aéreos iranianos atingiram território de Azerbaijão, segundo fontes oficiais.
A tensão se estende a outros palcos: na região mediterrânea, defesas da OTAN interceptaram misseis iranianos a caminho da Turquia, o que levanta dúvidas sobre a participação de alianças ocidentais no conflito. O Irã nega responsabilidade pelos ataques no Azerbaijão e na Turquia.
Paralelamente, os EUA anunciaram uma operação conjunta com a sociedade militar equatoriana contra supostos “narco-terroristas” na América do Sul. O Comando Sul dos EUA ressaltou o papel das forças locais e não informou detalhes do envolvimento americano.
Observadores destacam que os custos da política de contenção aos adversários crescem rapidamente. Estimativas de Brown University apontam gastos de bilhões de dólares desde 2012 para dissuadir a China, enquanto o custo diário da operação no Irã é estimado em torno de um bilhão de dólares.
Estados Unidos costumam apresentar metas amplas em conflitos prolongados, o que dificulta a avaliação de resultados. A atual ofensiva já envolve ações no território iraniano, no Golfo e em áreas vizinhas, com impactos humanitários e geopolíticos de grande alcance.
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