- O paquistanês Asif Merchant, de 47 anos, está sendo julgado em Brooklyn por terrorismo por, supostamente, tentar assassinar Donald Trump em 2024; ele afirma ter parentes que trabalham para a Guarda Revolucionária Iraniana.
- Segundo a acusação, Merchant pagou 5.000 dólares a sicários que eram agentes do FBI disfarçados; o plano foi descrito numa toalha de hotel, com um cigarrinho eletrônico que identificaria o alvo.
- O caso ganha destaque devido aos vínculos alegados com o Irã e ao contexto de conflito no Oriente Médio, que reaviva discussões sobre conspiracies envolvendo Teerã.
- Merchant sustenta ser inocente; se for condenado por terrorismo, pode enfrentar pena de prisão perpeta.
- As autoridades apontam que um primo dele, suposto agente iraniano, financiou os supostos sicários; Merchant foi preso em doze de julho de 2024 no Texas, e o incidente ocorreu durante a campanha de Trump, com ataque posterior à caravana eleitoral.
O produto de um plano considerado falho para assassinar Donald Trump em 2024 voltou a ganhar notoriedade. Asif Merchant, paquistanês de 47 anos, está sob julgamento em Brooklyn, nos EUA, por terrorismo e tentativa de assassinato de cargos públicos. Segundo a acusação, ele pagou 5.000 dólares para sicários durante a campanha eleitoral.
Merchant afirma ter laços familiares com a Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC). A defesa sustenta que a relação com o grupo é contestada e que as evidências não comprovam uma intenção real de executar o ataque. O processo ganhou relevância diante do contexto geopolítico envolvendo Irã e Estados Unidos.
Detalhes do processo e evidências
Segundo os fiscais, Merchant pesquisou locais de comícios de Trump na internet. O material apresentado incluiu conteúdo do computador do acusado, com imagens de Trump e de Joe Biden em eventos da campanha. Merchant alega ter sido treinado pela IRGC, mas as autoridades ainda avaliam a pertinência dessas alegações.
Merchant foi detido no Texas em 12 de julho de 2024, quando se preparava para retornar ao Paquistão. Um dia depois, houve um incidente de violência contra Trump em Butler, na Pensilvânia, alvo de investigações na época. A Justiça sustenta que o complô envolvia agentes disfarçados do FBI operando como sicários.
Testemunhos e contexto
Relatos da investigação indicam que um primo de Merchant, apontado como agente iraniano, teria financiado os supostos pistoleiros. Merchant recebeu supostos ensinamentos de espionagem da IRGC, segundo depoimentos, embora a sessão de entrevista não tenha sido gravada. O relatório oficial descreve o episódio como uma sessão de oferta para cooperar com as autoridades.
O juiz responsável, Eric Komitee, destacou o momento relevante de debates sobre a história. O Ministério Público mantém que a trama refletia uma prática de agressão apoiada pela IRGC, enquanto a defesa contesta a validade de parte das provas e ressalta a natureza não comprovada das ligações.
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