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Câmara aprova auxílio emergencial para atingidos por chuvas em Minas Gerais

Auxílio emergencial de 600 reais por seis meses para maiores de dezoito anos atingidos pelas chuvas na Zona da Mata mineira, via poupança social digital

Chuvas deixam mortos em Juiz de Fora — Foto: Corpo de Bombeiros de MG/ via AFP
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  • A Câmara dos Deputados aprovou projeto que prevê auxílio-emergencial de R$ 600 por seis meses para atingidos pelas chuvas na Zona da Mata mineira; o texto segue para o Senado.
  • O benefício é destinado a maiores de 18 anos que perderam moradias, com possibilidade de acúmulo por até dois membros da mesma família.
  • A pessoa provedora de família monoparental recebe duas cotas do auxílio, independentemente do sexo; apenas mães adolescentes ficam de fora da regra.
  • O pagamento será feito por poupança social digital, com dispensa de documentos, isenção de tarifas e sem emissão de cheques ou ordens de pagamento.
  • A proposta também autoriza o INSS a antecipar o valor de um salário-mínimo mensal para requerentes de auxílio-doença durante os seis meses.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira um projeto que cria um auxílio-emergencial de R$ 600 para moradores atingidos pelas chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais. A proposta segue para o Senado.

As chuvas começaram em 23 de fevereiro e atingiram principalmente Juiz de Fora e Ubá. Já foram confirmadas 72 mortes na região, segundo fontes locais. Em Juiz de Fora, cerca de 8.500 pessoas estão desabrigadas ou desalojadas.

Autores do texto, os deputados Aécio Neves e Paulo Abi-Ackel, destacam que dezenas de pessoas continuam desaparecidas e que muitos perderam casas e pertences.

Como funciona o benefício

O auxílio terá duração de seis meses, com valor mensal de R$ 600, e poderá ser acumulado por dois membros da mesma família. Monoparentais recebem duas cotas, independentemente do sexo.

Podem receber apenas maiores de 18 anos que tenham perdido a moradia em razão da catástrofe. A medida prevê poupança social digital para o pagamento, com abertura automática em nome do beneficiário.

Não haverá necessidade de apresentação de documentos, há isenção de tarifas de manutenção e não haverá emissão de cheques ou ordens de pagamento para movimentação.

Outros desdobramentos e regras

A proposta autoriza o INSS a antecipar o valor equivalente a um salário mínimo mensal para quem requer auxílio-doença durante o período de seis meses.

Segundo o relator Lafayette de Andrada, o pacote busca proteger famílias desabrigadas e monoparentais, além de acelerar concessões como o BPC e o auxílio-doença, mantendo-se como medida emergencial.

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