- A PF afastou o prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, e o vice-prefeito, Mario Neto, por 60 dias, em investigação sobre fraude na obra do Hospital Geral Municipal.
- Os investigadores apontam indícios de um esquema para direcionar a licitação e desviar recursos da obra, cujo contrato é de 69,3 milhões de reais, assinado em maio de 2024.
- Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Natal, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal; outros investigados não foram divulgados.
- Furlan havia deixado o MDB para filiar-se ao PSD na véspera da operação, filiação ocorrida em Brasília, com apoio de dirigentes do PSD.
- A apuração também envolve desvio de recursos da Secretaria Municipal de Saúde; a primeira fase da operação ocorreu em setembro do ano passado.
O prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan, foi afastado do cargo nesta quarta-feira (4) por suspeita de fraude em obras do hospital público da cidade. A operação da Polícia Federal apura direcionamento de licitação, desvio de recursos e lavagem de dinheiro no projeto.
Ao lado de Furlan, o vice-prefeito Mario Neto (MDB) também teve afastamento decretado. A ação visa 60 dias, com outros agentes públicos sendo alvos, segundo a PF. A operação ocorreu simultaneamente em Macapá, Belém e Natal, com 13 mandados de busca e apreensão.
A investigação foca o contrato de 69,3 milhões de reais para a engenharia e execução do Hospital Geral Municipal de Macapá, assinado em maio de 2024. Dados preliminares indicam participação de agentes públicos e empresários no esquema.
A PF já havia iniciado a primeira fase da apuração em setembro do ano anterior, investigando indícios de irregularidades na gestão dos recursos da Secretaria Municipal de Saúde da capital amapaense.
Entre episódios recentes, em agosto de 2025, Dr. Furlan foi visto em frente às obras, quando houve agressão a um profissional da imprensa que questionava o atraso na entrega do hospital. A prefeitura informou que houve resposta a agressões anteriores.
Na véspera da operação, em Brasília, Furlan formalizou filiação ao PSD, partido de Kassab, e havia sido cotado para concorrer ao governo do Amapá. O PSD afirmou considerar a filiação uma mudança relevante para o cenário político da região.
A prefeitura de Macapá foi procurada pela reportagem para comentar o afastamento, sem retorno até o momento. A Justiça ainda não divulgou novos desdobramentos do caso.
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