- Lula criticou o Conselho de Paz criado pelos Estados Unidos, afirmando que governantes querem transformar Gaza em um “resort” para passar férias.
- Durante conferência da FAO no Palácio Itamaraty, ele citou destruição de Gaza e mortes de mulheres e crianças para questionar a proposta de reconstrução.
- O Conselho de Paz foi lançado no final de janeiro, em Davos, sem participação do Brasil, com metas de desmilitarizar, governar e reconstruir Gaza.
- O Brasil foi convidado a participar e indicou recusa sem resposta oficial; o governo aponta poder excessivo dos EUA e competição com a ONU.
- Lula também criticou o Conselho de Segurança da ONU, questionando por que a organização não convocou uma conferência mundial sobre os conflitos, e comentou gastos com armas em detrimento da fome.
O presidente Lula criticou o Conselho para a Paz criado pelos Estados Unidos e disse que governantes querem transformar Gaza, destruída por bombardeios, em um “resort” para passar férias. A fala ocorreu durante uma conferência da FAO no Palácio Itamaraty.
Lula questionou líderes globais sem citar nomes, afirmando que houve destruição de Gaza para justificar a reconstrução como fim de semana de lazer. No discurso, mencionou cadê as vítimas femininas e infantis que morreram e associou a proposta à aparência de um resort.
O governo brasileiro foi convidado a participar do Conselho de Paz, lançado no final de janeiro em Davos, Suíça, pelo ex-presidente Donald Trump, mas o Brasil não respondeu oficialmente. A avaliação local é de que o órgão concentra poder excessivo nos EUA e criaria competição com a ONU.
Contexto internacional
A crítica de Lula também incluiu a ONU, que, segundo ele, estaria cedendo ao fatalismo dos grandes conflitos e não convocou uma conferência mundial para discutir as guerras. O presidente afirmou ainda que há foco maior em armamentos do que em alimentação, tema da FAO.
Durante a cerimônia, o presidente enfatizou a urgência de ampliar a atenção à fome, contrapondo gastos com tecnologia bélica a investimentos em produção de alimentos. Ele destacou que decisões políticas devem priorizar o bem-estar humano e a segurança alimentar.
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