- A Suprema Corte dos EUA decidiu a favor dos republicanos, mantendo os limites do único distrito congressional em Nova York sob controle do GOP para as eleições de 2026.
- A corte suspendeu a ordem de um tribunal estadual que havia requerido o redesenho do distrito, que abrange Staten Island e uma pequena parte do Brooklyn.
- O tribunal havia considerado o distrito injusto para eleitores negros e latinos e ordenado que o mapa fosse refeito pela comissão independente de redistritamento.
- A decisão ocorre em meio a um embate nacional sobre redistritamento que pode influenciar a disputa pela maioria na Câmara dos Representantes.
- Em Nova York, os candidatos já começaram a se inscrever para as eleições, enquanto a Suprema Corte permitiu novos mapas na Califórnia e no Texas para este ano, apesar de contestações judiciais.
O Supremo Tribunal Federal dos Estados Unidos decidiu, nesta segunda-feira, que as fronteiras do único distrito congressional do Partido Republicano em Nova York não precisam ser redesenhadas para as eleições de 2026, mesmo após decisão judicial estadual que afirmou que o distrito é injusto com eleitores negros e hispânicos. A ação manteve o mapa atual, evitando a reconfiguração solicitada pela comissão independente de redistritamento.
A decisão impede que a nova mapearização para esse distrito, que abrange Staten Island e uma porção de Brooklyn, seja implementada em 2026. A corte estadual havia ordenado a retomada do redesenho para corrigir a diluição de votos de minorias. O tribunal federal, contudo, suspendeu esse mandado.
O resultado favorece os republicanos em um embate nacional sobre o tema do redistritamento, que pode influenciar o equilíbrio da Câmara dos Deputados, já que a maioria é extremamente estreita. Nos EUA, a política de redistritamento é um campo de disputa intenso entre os partidos.
Os republicanos de Nova York e a administração de Donald Trump haviam pressionado pela intervenção do Supremo. As candidaturas para as eleições congressionais em Nova York começaram na semana passada, com a manutenção do mapa atual em vigor para o pleito.
O caso em Nova York faz parte de uma frente maior de disputas sobre redistritamento iniciado por Trump, que pediu a estados como Texas para reaperturar distritos com fins políticos. Democratas também têm contestado alguns mapas em diferentes estados.
O Supremo manteve, em paralelo, mapas aprovados na Califórnia e no Texas para as eleições deste ano, enquanto as controvérsias judiciais seguem em andamento. A decisão chega em meio a um momento de alta tensão no julgamento de moldes de representação partidária.
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