- Os republicanos defend que o ataque à IRÃ ocorreu dentro da autoridade do presidente como comandante em chefe; a briefing aos líderes do Congresso foi conduzida por Marco Rubio, Pete Hegseth, John Ratcliffe e o presidente do Estado-M-major Dan Caine.
- Os democratas afirmam que a administração não apresentou um caso claro e pretendem realizar voto sobre poderes de guerra ainda nesta semana.
- Rubio ressaltou que havia ameaça iminente aos EUA porque Israel planejava atacar a IRÃ e esperava retaliação contra forças americanas; Johnson disse que a operação foi limitada, necessária para defesa e deve se encerrar rapidamente.
- Até segunda-feira à noite, seis militares dos EUA haviam morrido no conflito.
- Espera-se que, no fim da semana, haja votação sobre resolução de poderes de guerra, que poderia impedir o presidente de continuar ataques sem autorização do Congresso; o Senado e a Câmara devem ser atualizados pelos democratas.
O Congresso dos EUA recebeu briefing de líderes sobre o ataque a alvos iranianos, realizado pelas forças americanas e israelenses. A administração sustenta que a ação foi dentro da autoridade do presidente como comandante em chefe, enquanto democratas questionam a validade legal e buscam voto sobre poderes de guerra.
Dirigentes republicanos defenderam que houve ameaça iminente aos EUA e que Israel articulou ação com ou sem apoio norte-americano. O porta-voz da Câmara, Mike Johnson, afirmou que a operação foi de escopo limitado, necessária à defesa, e deve terminar rapidamente.
Entre os presentes no briefing estavam o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth, o diretor da CIA John Ratcliffe e o chair do Comando Interagências, Dan Caine. A dupla republicana argumenta que houve decisão difícil diante da possibilidade de retaliação iraniana.
Democratas defenderam a primazia do Congresso na declaração de guerra, conforme a Constituição, e cobraram consistência na narrativa sobre o motivo da ofensiva no Irã. Questionaram se os interesses norte‑americanos estão guiando a política externa.
Virgínia Senador Mark Warner apontou que, em uma semana, a administração apresentou justificativas diversas — desde neutralizar o programa nuclear até destruir capacidades de mísseis e, mais adiante, afundar a frota naval. Ele pediu provas de ameaça iminente a interesses americanos.
Até a noite de segunda-feira, o confronto já deixou seis militares norte‑americanos mortos. Autoridades de governo renovarão o briefing para o plenário do Senado e da Câmara na sequência da semana.
Espera-se que, ao longo da semana, parlamentares votem propostas de restrição dos poderes de guerra, que poderiam impedir o Bolsonaro de manter ataques contra o Irã sem autorização legislativa, conforme relatórios anteriores. A Constituição reserva ao Congresso o poder de declarar guerra, com exceções para ações limitadas de defesa.
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