- A CPMI do INSS onde Carlos Viana afirma que a Polícia Federal está filtrando documentos relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao Banco Master.
- Parte dos dados, incluindo informações bancárias, fiscais e telefônicas, seria analisada após decisão do ministro André Mendonça e devolução dos documentos ao Senado.
- O acesso aos dados estava sob custódia do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, desde decisão anterior do ministro Dias Toffoli.
- O gabinete do ministro Mendonça teria orientado que a CPMI recebesse apenas parte dos documentos consignados, segundo Andrei Rodrigues, chefe da PF citada por Viana.
- Parlamentares aguardam que as peças contenham mensagens sobre relações políticas do banqueiro ao longo dos anos, mas a PF não se manifestou até a publicação.
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, afirmou nesta segunda-feira que a Polícia Federal está filtrando documentos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao Banco Master. A informação foi divulgada pelo parlamentar.
Segundo ele, a decisão do ministro André Mendonça não determina, expressamente, que a PF realize verificação de documentos ou filtros para a comissão. A advocacia do Senado analisa o caso junto ao gabinete.
A CPMI já havia conseguido a quebra de sigilo de dados de Vorcaro, aprovada em dezembro, mas os materiais estavam sob custódia do presidente do Senado, devido a decisão de Toffoli. PF ainda não se posicionou.
Questionamento sobre o alcance da autorização
Viana disse que Mendonça autorizou que as quebras de sigilo telemático da PF, vinculadas a uma investigação no STF, sejam disponibilizadas à CPMI. Andrei Rodrigues, porém, mencionou orientação para liberar apenas parte dos documentos.
O presidente da CPMI destacou que já pediu à Advocacia do Senado que entre em contato com o gabinete do ministro para esclarecer a situação. A expectativa é que os arquivos contenham comunicações entre Vorcaro e poderes ao longo dos anos.
Dados que compõem o material citado
Entre os dados previstos estão informações bancárias, fiscais e telefônicas de Vorcaro. A CPMI avalia que o conjunto pode indicar relações políticas do banqueiro. A íntegra do material ainda não foi entregue pela PF.
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