- Milei abriu o ano legislativo com um discurso contundente na Câmara, dirigindo insultos à oposição, incluindo acusações de “ladroes” e “golpistas”.
- O presidente atacou Cristina Kirchner, que está em prisão domiciliar por corrupção, chamando-a de “chorros” e lembrando que seu líder está preso.
- Ele chegou ao palácio acompanhado da irmã Karina Milei; a vice-presidente Victoria Villarruel esteve ao lado, mas distante entre os grupos.
- O discurso fez um repasse das ações aprovadas, incluindo o orçamento, a lei de inocência fiscal e a reforma trabalhista, além de reduzir a idade de imputabilidade para 14 anos.
- Milei anunciou próximos planos, como reformar o código civil e comercial, o sistema tributário e o código aduanero, mantendo críticas aos grandes empresários e defender abertura econômica; destacou recursos naturais e a parceria com os Estados Unidos, citando “make Americas Great Again”.
Javier Milei abriu o ano legislativo no Congresso com um discurso marcado por ataques à oposição e tom agressivo. O presidente argentino apresentou balanço de conquistas de seu governo e anunciou novas leis, em meio a vãoilas e provocações a parlamentares kirchneristas.
O atafo do discurso mostrou o líder em evidência, acompanhado pela irmã Karina Milei, secretária de Presidência, e com a vice-presidente Victoria Villarruel ao lado, sem interações entre Milei e a colega. O salão recebeu gritos de apoiadores do governo, enquanto a oposição reagia com protestos contidos.
Milei elencou resultados já alcançados, como redução de gastos públicos, controle da inflação e inclusão de reformas aprovadas recentemente, incluindo a reforma trabalhista e a redução da idade de imputabilidade penal. O presidente enfatizou a continuidade dessas mudanças para a segunda metade do mandato.
Em tom de promessa, o presidente sinalizou intenções de reformar o Código Civil e Comercial, o sistema tributário e o código aduaneiro, além de acelerar a abertura econômica. Voltou a criticar grandes empresários, atribuindo-lhes resistência à competição e defendendo maior atuação governamental para atrair investimentos.
Entre as prioridades, Milei destacou recursos naturais estratégicos, infraestrutura de mineração e energia, e a busca por investimentos estrangeiros, com críticas a regulações que, segundo ele, dificultam a atividade econômica. O presidente mencionou também a intenção de reduzir ainda mais a presença do Estado na economia.
O discurso também reforçou a parceria com os Estados Unidos e a ideia de fortalecer vínculos regionais, com menções a uma política de integração econômica que inclua o continente americano como um eixo central de atuação. Milei afirmou que a agenda visa um novo modelo institucional para as próximas décadas.
No encerramento, Milei ressaltou que, com o Congresso sob seu domínio, o governo pretende avançar em uma arquitetura jurídica mais enxuta e alinhada aos seus objetivos, plasmando uma agenda de reformas profundas para o país.
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