- Um alto oficial das Guardas Revolucionárias do Irã disse que o Estreito de Hormuz está fechado e que Irã atirará em qualquer navio que tentar passar.
- A ameaça é a mais explícita desde o anúncio de fechamento da rota de exportação, feito no sábado anterior.
- O comandante-chefe adjunto, Ebrahim Jabari, afirmou que “os heróis das Guardas Revolucionárias” e a marinha regular vão piorar navios que tentar passá-lo.
- O Estreito de Hormuz é a passagem mais vital para o petróleo mundial, conectando produtores do Golfo com o Oceano Índico, e cerca de 20% do consumo global de petróleo passa pela rota.
- O movimento ocorre em meio a tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel, após ataques e retaliações na região desde fevereiro, com Mirandaria ataques a bases e navios no Golfo.
An official sênior das Guardas Revolucionárias iranianas afirmou nesta segunda-feira que o Estreito de Hormuz está fechado e que Teerã atirará em qualquer navio que tente passar, conforme veiculado pela imprensa iraniana. A declaração marca a advertência mais explícita de Irã desde a decisão de fechar a rota de exportação no final de fevereiro.
Segundo a declaração, os navios que insistirem em tentar transitar serão incendiados pelas forças especiais e pela Marinha regular. A nota foi divulgada por veículos estatais de comunicação. O Estreito de Hormuz é uma passagem estratégica que liga o Golfo ao Oceano Índico.
O vice-chefe da assessoria do comandante das Guardas, Ebrahim Jabari, foi citado, ressaltando que a medida visa responder a ataques recentes. A imprensa estatal publicou as palavras dele de forma reiterada, reforçando o tom de alerta do país.
Contexto geopolítico
O estreito é a rota de saída de cerca de 20% do consumo global de petróleo. Em 2026, a passagem estreita tem 33 quilômetros de largura no ponto mais estreito. A tensão acompanha investidas de EUA e Israel contra lideranças iranianas desde o fim de fevereiro.
A medida ocorre após ataques de retaliação iranianos a bases próximas a países do Golfo, com mísseis lançados contra alvos em Qatar, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Omã. Analistas avaliam que o fechamento pode impactar o fluxo de óleo e aumentar volatilidade nos mercados.
Implicações e cenário regional
A escalada eleva o risco de interrupções adicionais na distribuição de petróleo e gás na região. Autoridades dos EUA e de aliados observam com cautela os desdobramentos, enquanto mercados globais monitoram a evolução da crise. O conflito no Golfo já influencia preços internacionais, mesmo com esforços diplomáticos em curso.
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