- Nigel Farage é acusado de negar eleição no estilo de Donald Trump após afirmar que o candidato da Reform “venceu entre eleitores nascidos no Reino Unido” na byelection; Hannah Spencer, da Green, tomou posse em Westminster.
- Spencer recebeu 14.980 votos, mais de 4.400 à frente do segundo colocado, o candidato da Reform.
- A Reform apresentou denúncias de “voto em família” às autoridades, após a eleição.
- Farage propôs uma nova regra eleitoral para restringir o voto a cidadãos britânicos e disse duvidar dos resultados entre eleitores nascidos no Reino Unido.
- Reform UK abriu planos para restringir o voto por correio e retirar o direito de voto de cidadãos da Commonwealth; Irish passport holders manteriam direito de voto em eleições gerais.
Hannah Spencer, nova deputada verde pela Gorton e Denton, chegou nesta segunda-feira ao Parlamento para tomar posse. Em ênfase às críticas recebidas, a parlamentar acusou Nigel Farage de insultar eleitores da região ao afirmar que o adversário da sua chapa venceu entre britânicos nascido no país.
A vitória ocorreu no fim de semana passado, quando Spencer recebeu 14.980 votos, mais de 4.400 à frente do candidato da Reform. A campanha da Reform informou irregularidades, como supostas votações familiares, às autoridades locais e à Comissão Eleitoral.
Reações e desdobramentos
Farage defendeu uma proposta de limitar o voto parlamentar a cidadãos britânicos, além de questionar a votação entre eleitores britânicos. O político sugeriu que a eleição foi contestável entre adotantes de voto por correspondência, sem apresentar provas.
Georgie Laming, da Hope Not Hate, afirmou que Farage tem histórico de questionar eleições, o que, segundo a organização, pode colocar em risco o processo democrático. Por sua vez, Sunder Katwala, da British Future, disse que as projeções de votação não justificam descrédito generalizado e apontou limites de apoio entre jovens e residentes não britânicos.
Reformas apresentadas pela Reform incluem restrições ao voto por correspondência e retirada de direitos de voto para cidadãos da Commonwealth, com exceção de portadores de passaporte irlandês para eleições gerais. A proposta, porém, não alterou o direito de voto de residentes com cidadania britânica já existente.
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