- Nick Greiner alertou o executiva federal do Liberal de que enterrar a revisão sobre a derrota de 2025 poderia provocar reação negativa de membros do partido e da imprensa, durante a reunião de sexta-feira.
- A divulgação da revisão foi adiada após o ex-líder Peter Dutton levantar preocupações sobre algumas constatações contra ele e seu chefe de gabinete, incluindo relação com o comitê central da campanha.
- A avaliação, realizada por Pru Goward e Nick Minchin, descreve 2025 como a pior campanha do Liberal e recomendou que o líder parlamentar não volte a permitir que o comitê de campanha seja controlado pelo escritório central.
- Alguns deputados contestaram o sigilo, argumentando que poderia causar mais danos internos; Goward e Minchin expressaram decepção com a decisão.
- As conclusões também criticaram o atual líder Angus Taylor e a vice-presidente Jane Hume, citando questões sobre a agenda econômica, oposição a cortes de impostos e a política de home office; Taylor e Hume integram o executivo federal.
O público soube que o comitê executivo federal do Liberalismo discutiu a possibilidade de esconder a revisão da derrota nas eleições de 2025. Nick Greiner, veterano do partido, alertou que ocultar o relatório poderia provocar reação de membros e da imprensa.
Segundo informações obtidas pela Guardian Australia, Greiner condicionou o apoio à divulgação a critérios de transparência, enquanto o tema ainda era discutido na reunião de sexta-feira, a respeito do relatório assinado por Pru Goward e Nick Minchin.
A decisão de manter a revisão em segredo provocou descontentamento entre deputados, que temem danos internos maiores do que os apontados pelas conclusões. A cúpula ouviu críticas de que o sigilo prejudica a coesão.
A revisão, prevista para sair antes do Natal, foi postergada após preocupações levantadas pelo ex-líder Peter Dutton sobre parte dos resultados envolvendo ele e o chefe de sua assessoria. Os relatos indicam que o documento também critica o papel do comando central na campanha.
As conclusões também mencionam o então líder do partido, Angus Taylor, o vice-líder Jane Hume e a estratégia econômica da coalizão. Taylor participou da oposição a cortes de impostos, e Hume esteve ligada a uma polêmica sobre trabalho remoto que foi citada como afetando votos.
Deputados envolvidos na decisão explicam que a estratégia foi mirar o futuro do partido, não revisitar as eleições. Ainda assim, o tema permanece sob escrutínio dentro do partido, com atenção às revelações que podem vir a público.
Guardian Australia informou que teve acesso a leituras de pessoas próximas ao processo, que não confirmaram formalmente o teor total do relatório. O conteúdo divulgado indica que 2025 foi considerada a pior campanha do Liberalismo.
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