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CPI investiga João Campos por fraude em concurso protocolada na Câmara do Recife

CPI protocolada para apurar possível fraude em concurso para procurador do município e indícios de tráfico de influência e nepotismo

João Campos (PSB), prefeito do Recife
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  • Câmara do Recife protocolou a Comissão Parlamentar de Inquérito com treze assinaturas para investigar possível fraude no concurso para procurador do município.
  • A CPI, chamada “CPI do Fura-Fila”, terá sete vereadores e prazo inicial de cento e vinte dias, podendo ser prorrogado por mais sessenta dias.
  • A investigação foca a nomeação de Lucas Vieira Silva, filho de uma procuradora do Tribunal de Contas do Estado, com salário de cerca de R$ 30 mil, apesar de ter ficado em 63º lugar no concurso; ele apresentou laudo médico de TEA e pediu inclusão na lista de pessoas com deficiência.
  • A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Município, mas depois a prefeitura cancelou a nomeação em trinta e um de dezembro, em portaria assinada pelo prefeito João Campos.
  • O candidato também é filho do juiz Rildo Vieira da Silva, e a CPI vai apurar a reclassificação para a lista de deficiência, além de indícios de tráfico de influência e nepotismo.

A Câmara Municipal do Recife protocolou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possível fraude no concurso público para procurador do município. A ação envolve o prefeito João Campos e a nomeação de um candidato supostamente favorecido.

A CPI, batizada de “CPI do Fura-Fila”, foi protocolada com 13 assinaturas. O grupo é chefiado pelo vereador Thiago Medina e terá sete membros, com prazo inicial de 120 dias, prorrogável por mais 60 dias.

A investigação mira a nomeação de Lucas Vieira Silva, filho de uma procuradora do Tribunal de Contas do Estado, para o cargo, com salário de cerca de R$ 30 mil. O candidato ficou em 63º no concurso e, posteriormente, apresentou laudo médico com diagnóstico de TEA para pleitear inclusão na lista de PCD. A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Município.

Outro candidato classificado para a vaga de PCD — mas que não foi nomeado — ingressou com recurso após a repercussão do caso. Em meio à controvérsia, a prefeitura decidiu cancelar a nomeação de Lucas, conforme portaria publicada no Diário Oficial em 31 de dezembro.

A família do candidato também envolve autoridades do TJPE: Lucas é filho do juiz Rildo Vieira da Silva, titular da Vara Regional de Crimes contra a Administração Pública. A situação ocorre em meio a investigações que envolvem atos de gestão pública.

A Câmara informa que a CPI irá analisar a reclassificação para a lista de PCD dois anos após a homologação do certame, possíveis responsabilidades do prefeito e de outros agentes públicos, além de indícios de tráfico de influência e nepotismo na nomeação.

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