- Um ex-agente infiltrou-se em grupos socialistas e anti-fascistas entre 2000 e 2006 e é acusado de usar dinheiro público para pagar uma viagem romântica a Veneza com uma mulher que enganava para manter a relação.
- Documentos internos mostram que a Polícia Metropolitana pagou voos e hospedagem com a justificativa de que ele iria com um grupo de ativistas britânicos para consolidar relações com socialistas italianos.
- Lindsey, uma das companheiras enganadas, declarou ao inquérito que a viagem a Veneza foi um “romance clássico”, não encontros com socialistas italianos, e que o casal ficou junto quase todo o tempo.
- Lindsey e Donna McLean disseram ao inquérito que Soracchi mentiu em várias passagens de seu relato; o policial nega que tenha feito as relações, dizendo ter sido autorizado pela unidade Special Demonstration Squad.
- O inquérito, conduzido pelo juiz aposentado Sir John Mitting, analisa como policiais se infiltraram em campanhas de esquerda entre quarenta e décadas de sessenta e oitenta; o supervisor Stephen Beels também viajou à Itália com recursos da força.
A investigação pública sobre operações de espionagem policial ouve alegações de uso de dinheiro público para fins pessoais. O oficial disfarçado Carlo Soracchi é acusado de financiar, com recursos do contribuinte, uma viagem romântica a Veneza com uma mulher com quem mantinha um relacionamento induzido.
Segundo documentos, Soracchi fingia ser ativista durante seis anos e atuava em grupos de esquerda. A polícia metropolitana teria pago voos e hospedagem para a viagem, sob a justificativa de fortalecer relações com socialistas italianos.
Lindsey, a mulher que diz ter sido manipulada, afirmou à apuração que a viagem teve caráter romântico, com apenas os dois presentes na escapada de três dias. Ela disse que aproveitaram a cidade, a arquitetura e os restaurantes, sem encontros políticos.
Testemunho de Lindsey complica versão de Soracchi
A mulher relatou que não houve encontros com grupos italianos durante a viagem e descreveu o período como uma “escapada romântica” em uma cidade conhecida pelo encanto. Soracchi nega que a finalidade fosse apenas ligada ao ativismo.
A investigação também ouviu que Soracchi manteve outras relações sob o disfarce, incluindo uma relação de dois anos com Donna McLean, com quem chegou a propor casamento, afirmação contestada pelo policial. Ele atuou no Special Demonstration Squad entre 2000 e 2006.
O inquérito, conduzido pelo ex-juiz Sir John Mitting, deve ouvir Soracchi por quatro dias a partir de segunda-feira. A apuração examina como agentes infiltraram-se em campanhas principalmente de esquerda entre 1968 e 2010.
Também foi indicado que o supervisor DS Stephen Beels viajou para a Itália paralelamente, com pagamento de voos e estadia pela polícia, em Verona, a cerca de 120 km de Veneza. A polícia não divulgou o custo total da viagem.
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