- A tentativa de Flávio Bolsonaro de angariar o apoio do Centrão para uma candidatura presidencial enfrenta resistências crescentes por disputas internas no bolsonarismo e diferenças regionais.
- A atuação de Michelle Bolsonaro como pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal e sua influência na montagem de chapas ampliam conflitos com aliados e reduzem espaço para uma coalizão mais ampla.
- Em Distrito Federal, a defesa de uma composição apenas com nomes do próprio Partido Liberal enfraqueceu aliados tradicionais e prejudicou pactos com o MDB e o Progressistas, mexendo também com Ibaneis Rocha.
- Em Santa Catarina, Michelle apoiou publicamente Carol de Toni para o Senado, contrariando acordo anterior com União Brasil e Partido Progressista; Toni será candidata pelo Partido Liberal ao lado de Carlos Bolsonaro, aumentando insatisfação dentro do Progressistas.
- O PSD aposta em candidatura própria, o PP se distancia do projeto bolsonarista e o MDB tende a discutir indicação de vice em uma chapa com Lula, sinalizando menor disposição de apoiar Flávio Bolsonaro; o Republicanos também critica a falta de diálogo nas negociações.
O Centrão enfrenta resistência para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, com disputas internas no bolsonarismo e protagonismo de Michelle Bolsonaro criando entraves. A发布 ideia de coalizão ampla é contestada por líderes de centro-direita. Motivações são regionais e institucionais.
A ex-primeira-dama passou a influenciar a montagem de chapas, às vezes contrárias a acordos já negociados. Em Brasília, a defesa de uma lista do PL reduziu espaço para aliados e enfraqueceu a ideia de aliança com MDB e PP. Ibaneis Rocha perdeu protagonismo.
Em Santa Catarina, Michelle apoiou Carol de Toni para o Senado, contrariando entendimento anterior de espaço para aliados da federação União Brasil-PP. De Toni venceu e será senadora pelo PL ao lado de Carlos Bolsonaro, sinalizando ruptura regional.
No Ceará, movimentos semelhantes alimentam incertezas sobre palanques estaduais e inquietam até o PSDB, que teme a condução das negociações em torno de Ciro Gomes. A atuação da ex-primeira-dama é apontada como fator de distanciamento entre siglas.
Tretas internas
Disputas públicas entre Eduardo Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Michelle, somadas a desavenças com Carlos Bolsonaro e a direção do PL, ampliam a percepção de obstáculo para acordos entre siglas do Centrão. Parlamentares avaliam impacto negativo na imagem do projeto.
Lideranças de centro-righta veem a instabilidade como entrave a uma leitura mais moderada da direita. A incerteza sobre quem comanda decisões estratégicas aumenta a cautela de potenciais aliados e reforça o isolamento da pré-candidatura.
Republicanos reclama de falta de diálogo
Marcos Pereira, presidente do Republicanos, afirmou que o partido não foi consultado sobre a chapa no Rio de Janeiro, citando decisões tomadas sem diálogo prévio. Ele acusa centralização que dificulta a aproximação entre siglas parceiras.
Dirigentes de gabinete avaliam que o episódio reforça o padrão de decisões centralizadas, potenciado por conflitos internos, e aumenta a distância entre o Centrão e o projeto de Flávio Bolsonaro.
PSD aposta em candidatura própria
O PSD avança com candidatura nacional independente, fortalecida pela filiação do governador Ronaldo Caiado. Ratinho Júnior e Eduardo Leite aparecem como nomes da linha de frente, sinalizando uma alternativa de centro-direita sem vínculo direto com a família Bolsonaro.
Essa leitura interna aponta espaço para uma terceira via conservadora, sem adesão automática ao projeto bolsonarista. O movimento é visto como resposta à dificuldade de fechar coalizões amplas.
PP se afasta e MDB mira a vice
O Progressistas avalia cenários mais pragmáticos diante do desgaste causado pelo impasse em SC e pela postura de Ciro Nogueira. A sigla pode buscar neutralidade ou alianças com outras forças, reduzindo o apoio a Flávio.
O MDB, por sua vez, foca na possibilidade de indicar o vice de Lula (PT) em uma chapa competitiva. A disputa interna sobre alianças nacionais aumenta a cautela do partido e afeta o interesse por compromissos antecipados.
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