- Na madrugada de domingo, forças belgas interceptaram um petrolear que pode integrar a “frota fantasma” russa, investigada por contornar sanções internacionais.
- O navio foi identificado como Ethera, que supostamente navegava sob a bandeira da Guiné, indicio considerado por autoridades como possivelmente falso.
- O Ethera foi remolcado até o porto belga de Zeebrugge, após a operação supervisionada por autoridades militares com apoio de França.
- A Procuradoria federal belga abriu investigação criminal e confirmou indícios de engano eelusão de sanções.
- O navio já constava, desde 2024, em listas de sanções dos Estados Unidos ligadas a Irã.
Oito forças belgas interceptaram na madrugada de domingo um petrolero ligado à chamada frota fantasma russa, suspeita de driblar sanções internacionais. O navio, identificado como Ethera, foi remarcado para o porto belga de Zeebrugge após a operação noturna Blue Intruder, com apoio de tropas nacionais e de efetivos franceses.
A ação, supervisionada por vários ministros e responsáveis militares, envolveu nearly 100 soldados. O Ethera foi encaminhado ao porto após ter sido abordado no Mar do Norte, em águas próximas à Bélgica, segundo autoridades. A operação ressaltou o uso de diferentes bandeiras pelo navio e sinais de possível desativação de sistemas de identificação.
Abelga não confirmou de imediato a origem do Ethera, mas afirmou que o navio navega sob bandeira da Guiné, com indícios de uso de bandeira falsa. O petrolero também aparece na lista de sanções dos EUA relacionada ao Irã desde julho de 2025. A investigação criminal já foi aberta pela Procuradoria Federal, que investiga indícios de engano e elusão de sanções.
Contexto da flotilla fantasma
O Ethera figura entre aproximadamente 600 petroleros ligados à flotilha russa sancionada pela UE desde 2023 pela participação em redes de evasão financeira e de identificação. Segundo autoridades, o navio costumava transitar entre Rússia e América do Sul, desativando periodicamente seus sistemas de identificação e mudando de bandeira.
As autoridades destacam que o operativo em Zeebrugge representa o primeiro grande impulso europeu em águas belgas no Mar do Norte contra a flotilla. Washington e Bruxelas defendem que as sanções devem ser aplicadas de forma efetiva para reduzir o financiamento da guerra na Ucrânia, segundo avaliação oficial.
O Ministério da Defesa belga, o governo francês e o líder político belga reconhecem o papel da cooperação internacional na repressão a atividades associadas à flotilha fantasma. Autoridades enfatizam o compromisso com o direito marítimo internacional e a segurança das águas territoriais, mesmo diante de operações complexas.
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