- Centenas de adolescentes no Reino Unido vão participar de testes de proibição de redes sociais, com curfiós digitais noturnos e limites de tempo de tela, como parte de uma consulta de três meses aos planos de Keir Starmer para reduzir os efeitos negativos do uso de smartphones.
- O primeiro teste envolve cerca de cento e cinquenta crianças com idades entre treze e quinze, avaliando a resposta a ficar sem redes sociais, com um limite de uma hora por dia e curfiós noturnos, além de monitorar sono, humor e atividade física.
- A consulta analisa se deve haver uma idade mínima para usar redes sociais, se plataformas devem desativar recursos viciantes como rolagem infinita e autoplay, e como fortalecer a verificação de idade.
- Grupos de proteção infantil são contrários a uma proibição total; campanhas mostram apoio a ações, defendendo responsabilidades das plataformas e limites mais claros para crianças.
- Empresas de tecnologia, como Meta, TikTok e X, não comentaram; o governo afirma que a consulta vai além de proibir, incluindo curfiós, impacto de chatbots e de jogos.
Em resposta a debates sobre os efeitos negativos do uso de smartphones entre jovens, centenas de adolescentes participarão de pilotos com restrições a redes sociais. As experiências incluem banimento total em alguns casos, curfews digitais noturnos e limites diários de tempo de tela, dentro de uma consulta de três meses.
Os testes fazem parte de uma iniciativa do governo para avaliar propostas apresentadas por Keir Starmer no combate aos impactos do uso excessivo de smartphones. O objetivo é decidir, com base nas evidências, como estruturar possível legislação futura.
A primeira rodada envolverá cerca de 150 crianças com idades entre 13 e 15 anos. O estudo medirá respostas ao não uso de redes sociais, a uma hora diária de acesso e a curfews noturnos, além de acompanhar sono, humor e atividade física.
O governo descreve a consulta como a mais ambiciosa já realizada sobre redes sociais. Perguntas centrais incluem idade mínima para uso, possibilidade de desligar recursos viciantes como rolagem infinita e autoplay, e como reforçar a verificação de idade.
Outras linhas de investigação consideram a presença de inteligência artificial em chatbots e os impactos de plataformas de jogos como Roblox. Há expectativa de que políticas como curfews noturnos sejam avaliadas por faixa etária.
Entidades de proteção à criança não são uníssonas: organizações como NSPCC e 5Rights Foundation discordam de uma proibição total. Alegam que medidas amplas podem empurrar jovens para ambientes mais perigosos na internet.
Apesar disso, campanhas públicas defendem ações mais firmes. O movimento Smartphone Free Childhood reuniu apoiadores para pedir limites de idade. Os organizadores destacam a necessidade de responsabilizar as plataformas que ganham com a atenção dos jovens.
Entre os aliados às propostas, o governo afirma que a consulta oferece um leque de opções, incluindo limites de uso, efeitos de chatbots e jogos. A comissão também avaliará como fortalecer a aplicação de regras de verificação de idade.
A participação de empresas de tecnologia é destacada. Segundo reportagens, representantes de grandes plataformas tiveram diversas reuniões com autoridades, em contraste com o número de encontros de defensores da proteção infantil.
A secretária de Tecnologia, Liz Kendall, ressaltou a necessidade de respostas às dúvidas de pais e alunos sobre tempo de tela, uso de smartphones por menores e impactos online. O governo afirma buscar soluções baseadas em evidências.
Monitoring de impactos será seguido por avaliações contínuas. O objetivo é identificar medidas eficazes para que crianças possam prosperar em uma era de mudanças tecnológicas rápidas, sem prejudicar sua segurança.
Instituições de apoio a vítimas de suicídio entre jovens enfatizam a importância de políticas bem fundamentadas. Organizações como Papyrus e Samaritans continuam disponíveis para suporte, destacando a necessidade de políticas públicas baseadas em dados confiáveis.
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