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Acorda Brasil mobiliza atos, aumenta pressão sobre STF e apoia Flávio Bolsonaro

Milhares ocupam oito capitais; direita se une em torno de Flávio Bolsonaro e da anistia aos condenados de oito de janeiro

Manifestantes se reúnem na Avenida Paulista durante ato do “Acorda Brasil”, com críticas ao STF e defesa da anistia aos condenados de 8 de janeiro (Foto: EFE/ Isaac Fontana)
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  • Manifestação do movimento Acorda Brasil reuniu milhares de pessoas em ao menos oito capitais neste domingo, 1º, com pautas como anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, derrubada do veto à dosimetria e críticas ao STF.
  • Em São Paulo, na Avenida Paulista, o ato assumiu tom político e reforçou Flávio Bolsonaro como principal referência do campo conservador para 2026.
  • Discursos atacaram o STF e defenderam impeachment de ministros, com fala de Nikolas Ferreira e críticas a Alexandre de Moraes e Dias Toffoli; há expectativa de ações contra autoridades da Corte.
  • Participaram do ato o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o governador Ronaldo Caiado e o governador Romeu Zema, além do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.
  • A mobilização ocorreu também em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre, consolidando a anistia aos condenados como eixo comum.

A mobilização do movimento Acorda Brasil levou milhares de manifestantes a pelo menos oito capitais neste domingo (1º). O ato ocorreu em São Paulo e outras cidades, com pautas que defendiam anistia aos condenados nos atos de 8 de janeiro, derrubada do veto à dosimetria e críticas ao STF. O objetivo é ampliar pressão política e unir a direita em torno de Flávio Bolsonaro.

Na Avenida Paulista, o movimento reuniu governadores, parlamentares e lideranças partidárias sob o palco do caminhão Avassalador. A concentração sinalizou a tentativa de consolidar uma agenda comum contra o STF e o governo Lula, com foco nas eleições de 2026.

Entre os oradores, estiveram Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também participaram. A presença de pré-candidatos no mesmo palanque reforçou a leitura de convergência estratégica.

Anistia como eixo

Discursando no ato, os líderes defenderam a anistia aos condenados e a derrubada do veto à dosimetria. Questionaram decisões do STF relacionadas aos atos de 8 de janeiro e às investigações envolvendo aliados de Jair Bolsonaro. A mobilização foi marcada por tom de pleito eleitoral em favor de 2027.

Flávio Bolsonaro mencionou o retorno do pai ao Planalto em 2027, em tom eleitoral matterial, ao afirmar que o time está sendo montado para a vitória da direita. Caiado ressaltou que a primeira ação de quem chegar à Presidência deve ser a anistia plena a quem participou dos atos.

O pastor Silas Malafaia criticou o inquérito das fake news, chamando autoridades do STF de antiéticas e defendendo afastamento de Moraes e Toffoli. Também denunciou supostos conflitos envolvendo contratos privados vinculados ao ministro Moraes.

Expansão para Brasília e outras capitais

Em Brasília, manifestantes se concentraram em frente ao Museu da República, com senadores e deputados defendendo a anistia. Em Copacabana, no Rio de Janeiro, o ato reuniu apoiadores liderados por figuras do bolsonarismo, com palavras de ordem como Fora Lula e Anistia já.

Outras cidades, como Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre, tiveram atos com a mesma pauta. A mobilização nacional reforçou a percepção de que a defesa de anistia e crítica ao STF consolidam a direita em torno de Flávio Bolsonaro para 2026.

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