- Um grupo de dez homens fortemente armados, em uma lancha roubada na Flórida, foi interceptado pela guarda costeira cubana próximo à costa norte de Cuba, em Cayo Falcones; houve tiroteio e quatro mortos, seis feridos.
- A Cuba informou que os suspeitos estavam vestidos com camuflagem, portavam rifles de assalto, armas de mão, explosivos, coletes à prova de balas e telemóveis de mira, e possuíam recipientes com símbolos de organizações contrarrevolucionárias.
- O governo dos Estados Unidos confirmou que, ao menos, dois cidadãos norte-americanos estavam entre os envolvidos; as autoridades americanas devem investigar o episódio.
- Ainda não está claro como os dez se reuniram a partir de diferentes regiões da Flórida ou qual era o objetivo da operação; entre os mortos havia Michel Ortega Casanova, ligado a grupos exilados em Tampa.
- Especialistas ressaltam que esse tipo de operação é anacrônico e não reflete a política atual de engajamento com Cuba; a situação volta a suscitar debates sobre o passado de ações de exilados versus a nova geração de cubano-americanos.
O confronto ocorreu na tarde de quarta-feira, perto de Cayo Falcones, a cerca de uma milha da costa norte de Cuba. Um speedboat, roubado na Flórida, interceptou pela primeira vez a guarda costeira cubana, que respondeu ao fogo. Quatro ocupantes morreram e seis ficaram feridos, segundo as autoridades cubanas.
A bordo estavam 10 homens fortemente armados, alguns com roupas camufladas, vindo de locais diferentes da Flórida. Entre os mortos e feridos há cidadãos dos Estados Unidos, residentes permanentes e portadores de vistos, cujas identidades foram confirmadas pelo governo cubano na noite de quinta-feira.
As causas e objetivos do grupo permanecem sem explicação clara. O governo cubano informou ter atuado em defesa de suas fronteiras, e indicou a existência de itens de conteúdo político a bordo. As investigações seguem em curso, com cooperação entre autoridades cubanas e, segundo fontes, contatos com autoridades dos EUA.
Contexto histórico e leituras locais ajudam a entender o ambiente. Exilados cubanos de diversas gerações convivem em Miami, com tradições de protestos, campanhas e movimentos variados. Observadores destacam que o episódio remete a episódios de infiltração de décadas passadas, mas o cenário político atual tende a exigir apuração mais técnica do que ações de caráter impulsivo.
Repercussões e reações
Cuba sinalizou abertura para esclarecer o ocorrido, destacando linhas de comunicação com os EUA. Em Havana, autoridades classificaram o episódio como ato de violência produzida com motivação tática. Em Miami, familiares e membros da comunidade externa acompanharam as informações com atenção, organizando tributos e desmentidos de boatos.
As autoridades dos EUA anunciaram que investigam o caso e que a informação inicial indica, apenas, a participação de cidadãos norte-americanos entre os tripulantes. O governo cubano negou envolvimento direto de agências americanas, mantendo o foco na apuração dos fatos. As investigações devem esclarecer origens, financiamento e objetivos do grupo.
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