- A Green Party ganhou a byeleição em Gorton e Denton, com Hannah Spencer obtendo margem expressiva, sugerindo mudança de eleitores muçulmanos do Labour para os Verdes.
- Labour e Reform UK acusam os Verdes de campanha sectária, citando vídeo em urdu, endosso de George Galloway e alegações de manipulação de voto.
- O Labour reconhece que os Verdes conseguiram mobilizar redes muçulmanas, indicando que o partido está construindo uma máquina política afinada para vencer, algo que o Labour já fazia há anos.
- Observadores apontaram preocupações com “voto em família”; os Verdes dizem que a vitória é resultado de apoio amplo, e especialistas destacam que houve mais votos pelos correios favoráveis ao Labour, mas a vitória dos Verdes permaneceu estável.
- Líderes comunitários muçulmanos condenaram retórica inadequada e defenderam o direito de votar conforme interesses da comunidade, enquanto opinões sobre o papel das redes comunitárias na votação permanecem em debate.
O Green party conquistou votos de muçulmanos em Gorton e Denton, provocando abalos em Westminster. A vitória na by-election, anunciada em fevereiro de 2026, ampliou a margem para a candidata Hannah Spencer e acirrou críticas entre oposição e defesa da atuação verde.
Especialistas apontam que a mobilização muçulmana foi determinante para o resultado, mostrando que o voto a favor dos Verdes alcançou eleitores tradicionalmente próximos ao Labour. A campanha investiu em redes comunitárias e mensagens voltadas a questões locais.
Lideranças do Labour e da Reform UK fariam acusações de campanha sectária e uso de temáticas religiosas. O Labour argumenta que a atuação dos Verdes expôs táticas de busca por apoio em comunidades específicas, influenciando o clima político.
Dentro do Labour, figuras de alto escalão reconhecem a habilidade dos Verdes em ativar a base muçulmana, algo que o partido tem feito de forma semelhante no passado. A aposta em mobilização comunitária foi citada como diferencial na disputa.
A campanha verde incluiu um vídeo em Urdu que conectou críticas ao governo a questões relativas à relação com Modi, primeiro-ministro da Índia. Outro ponto central foi a recente adesão de George Galloway ao apoio público à candidatura.
Reforma e conservadores destacaram um relatório de observadores eleitorais sobre supostas fraudes de voto em família. O documento não detalha identidades, apenas aponta preocupações com possíveis influências no momento do voto.
Entre os críticos aos verdes, o candidato da Reform e figuras do espectro conservador sustentam que as redes familiares podem moldar escolhas eleitorais de maneira desproporcional. As acusações alimentam o debate sobre integridade do processo.
Vozes da comunidade muçulmana respondem às acusações com defesa de participação política ampla. Líderes de organizações muçulmanas defendem o direito de votar em qualquer legenda que atenda às pautas relevantes para o grupo, sem atacar a legitimidade de outros eleitores.
Analistas apontam que, apesar do alcance dos muçulmanos na eleição, não há evidências de fraude generalizada. A vitória dos Verdes é vista por alguns como sinal de realinhamento estratégico da esquerda em distritos tradicionais.
No contexto, o debate ganhou força sobre como campanhas devem trabalhar com redes religiosas e comunitárias sem abrir espaço para retórica divisiva. A discussão segue como referência para as próximas eleições nacionais.
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