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Legisladores dos EUA condenam Trump por ações no Irã, sem autorização do Congresso

Congresso condena ataques a Irã e aponta violação à War Powers Resolution, pressionando retorno da Câmara a votação de autorização

Donald Trump speaks to announce that the US had begun ‘major combat operations’ in Iran, in an unknown location, in this screengrab from a video released 28 February 2026.
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  • Membros do Congresso condenam os ataques dos EUA ao Irã, chamados de “atos de guerra não autorizados pelo Congresso” e realizados junto de Israel.
  • Críticos dizem que as ações violam a War Powers Act de mil novecentos e setenta e três, que exige consulta ao Congresso e aviso de quarenta e oito horas para deslocamento de tropas.
  • O senador Tim Kaine afirmou que não houve pré-aviso ao Congresso e pediu retorno urgente do Congresso para votar uma resolução sobre poderes de guerra.
  • Vários congressistas, como o senador Ruben Gallego e o deputado Thomas Massie, também chamaram as ações de ilegais ou de guerra sem autorização.
  • Dentro do apoio e da crítica, o senador Lindsey Graham elogiou os ataques, enquanto figurões da oposição destacaram a necessidade de justificar a operação ao público e ao Congresso.

O Congresso dos Estados Unidos reagiu de maneira rápida às ações militares contra o Irã, conduzidas pelos EUA em aliança com Israel. A ofensiva ocorreu no sábado, foi anunciada pelo governo e gerou críticas expressivas de membros do Legislativo, que afirmaram ter sido tomada sem consulta aos especialistas em segurança nacional.

Senadores e representantes reagiram com distanciamento em relação à decisão de agir sem a anuência formal do Congresso. O senador Tim Kaine, democrata da Virgínia, afirmou que houve falta de aviso e cobrou retorno urgente do Parlamento para discutir a legalidade da ação.

Outro crítico, o senador Ruben Gallego, democrata do Arizona, classificou a operação como ilegal e destacou que vidas de jovens militares devem ser protegidas, argumentando que o apoio ao movimento democrático no Irã não exige envolvimento bélico direto. Destaque também para a posição de Rand Paul e para a presença de medidas congressuais em tramitação.

Na Câmara, o representante Thomas Massie, aliado crítico de Trump, citou uma resolução conjunta com o tema do poder de guerra, prevista para votação na próxima semana. O deputado Jim Himes, democrata, descreveu a ofensiva como uma decisão de guerra sem objetivo estratégico claro.

Entre reações públicas, figuras conservadoras defenderam a ação, enquanto apoiadores de Trump expressaram apoio veemente. O senador Lindsey Graham elogiou as ações, afirmando que o Irã deixaria de ser financiador do terrorismo e parabenizou o presidente, as forças armadas e os aliados.

Analistas lembram a controvérsia sobre a necessidade de consulta ao Congresso, conforme a Resolução de Poderes de Guerra de 1973, que prevê notificação prévia de 48 horas e limite de 60 dias para ações sem autorização. Especialistas destacam que o tema permanece sob escrutínio institucional.

O debate no público e no Legislativo reforça a tensão entre o Executivo e o Congresso sobre a balança entre atuação militar e supervisão parlamentar, com repercussões políticas e legais a serem acompanhadas nas próximas semanas. O governo não divulgou detalhes adicionais sobre o objetivo estratégico das ações.

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