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Como a cúpula do poder no Irã está gerenciando a crise

Na Irã, crise de liderança testa a coesão entre instituições, facções e o aparato de segurança, sugerindo transição controlada para evitar vazio de poder

Manifestantes iraníes sostienen una imagen del ayatolá Ali Jameneí en protestas en Teherán tras el ataque de Israel en junio de 2025.
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  • A questão central não é quem substitui o líder iraniano, mas quem está hoje mais bem posicionado para decidir o relevo, em uma prova de coesão entre instituições, facções e aparatos de segurança.
  • A transição não seria apenas constitucional; seria uma avaliação de equilíbrio entre a Oficina do líder, os corpos de segurança, o aparato clerical e as instituições de arbitraje político.
  • Alí Larijani aparece como figura-chave por sua função prática de ligar segurança, gestão política e interlocução externa; Ali Shamjani, secretário do Conselho Nacional de Defesa, também ganha importância por sua experiência operacional.
  • Bagher Ghalibaf representa a dimensão securitária com fachada institucional e seria crucial para administrar a narrativa de estabilidade e reforçar o controle durante qualquer transição.
  • A rede de lealdades ao redor do líder, com destaque para a Guarda Revolucionária, continua essencial; o objetivo provável é continuidade e desescalada parcial, não uma redefinição radical do sistema.

En Irã, o tema central não é quem emerge como líder amanhã, mas quem tem margem de manobra para gerir um eventual relevo. A crise em curso é uma prova de coesão entre instituições, facções e aparatos de segurança.

A ideia de transição envolve a Assembleia de Especialistas, porém a decisão real dependeria do equilíbrio entre a Office do Líder, forças de segurança, clericalidade e órgãos de arbitraje político. O desenho do poder é mais complexo que uma única indicação.

Mapa de poder

Alí Larijani, secretário do Conselho de Segurança Nacional, surge como peça-chave pela função prática de coordenar canais entre segurança, gestão política e interlocução externa. Seu peso está na habilidade de ordenar o terreno, não apenas na ideologia.

Ali Shamjani, secretário do Conselho Nacional de Defesa desde 2025, aponta para prioridade operacional com foco em evitar vazios de mando. Sua atuação indica a busca por continuidade entre defesa, estratégia e diplomacia.

Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento, representa a face visível do domínio securitário com institucionalidade. Contribui para traduzir a lógica de segurança em discurso público e sinaliza para o exterior a estabilidade interna.

Sadegh Larijani atua como árbitro institucional, com influência em órgãos de supervisão legislativa. O vínculo com Ali Larijani reforça redes de confiança de longa data e controle de fluxos decisórios.

Papel da Guarda Revolucionaria

A Guarda Revolucionária (Pasdaran) permanece como ator indispensável. Embora nem sempre apareça publicamente, sua aceitação é crucial para uma transição ordenada. O objetivo é manter prerrogativas e evitar debates sobre a natureza do sistema.

Essa rede de lealdades ao redor do líder é o elemento mais sensível. A segurança, especialmente, condiciona o ritmo de qualquer mudança. O equilíbrio entre continuidade e controle molda as opções disponíveis.

Implicações internacionais

A prioridade da elite parece preservar a continuidade, limitando o espaço para grandes reconcilações. Espera-se, no máximo, reduções de risco, ganho de tempo e negociações pontuais de alívio, não uma mudança estratégica na relação com o exterior.

Em resumo, o cenário aponta para uma transição controlada, com foco em estabilidade e gestão de crises. Mesmo com mudanças de nomes, o objetivo central é demonstrar que existe continuidade institucional afinal.

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