- Ato “Acorda Brasil”, convocado pelo deputado Nikolas Ferreira, ocorre neste domingo em frente ao Masp, na Avenida Paulista, São Paulo, com expectativa de até 1 milhão de pessoas.
- As pautas incluem anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e derrubada do veto presidencial à dosimetria das penas, além de críticas ao governo e ao STF.
- Também há pedidos de impeachment de ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, com discurso inicial de reação contra decisões do STF.
- O ato funciona como vitrine para a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro; Romeu Zema confirmou presença, visando ampliar a base de apoio no país.
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não deve comparecer, pois estará na Alemanha, mas elogiou a mobilização de Nikolas Ferreira.
Acorda Brasil: ato de direita marca Paulista contra Lula, STF e veto à dosimetria ocorreu neste domingo em São Paulo. Convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), o protesto reuniu manifestantes na Avenida Paulista, com pautas que vão de anistia aos condenados pelo 8 de janeiro à derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria. A organização também divulgou ações simultâneas em outras cidades.
O evento também teve críticas ao governo de Lula (PT) e pressão sobre ministros do STF. A concentração ocorreu em frente ao Masp, com previsão de início às 14h e término às 17h. Um caminhão elétrico único, chamado Avassalador, foi utilizado pela organização, repetindo formato de atos anteriores.
A organização projeta a participação de até 1 milhão de pessoas na Paulista. Entre as bandeiras, está a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e a derrubada do veto à dosimetria das penas.
Participação de lideranças e agenda
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), confirmaram presença. Zema afirmou que o STF atua de forma adversa ao Brasil. Flávio Bolsonaro aparece como pré-candidato à Presidência e tenta ampliar diálogo com setores de centro.
Nikolas Ferreira descreveu o ato como momento decisivo para a direita, destacando a ideia de enfrentar o que chama de abusos do STF. Em vídeo, o deputado afirmou que o país está preso em promessas não cumpridas e que o movimento não pretende parar.
A organização do ato informou que a pauta pode ampliar-se para incluir temas como impeachment de ministros do STF, com o objetivo de conferir maior capilaridade política ao protesto. Integrantes dizem que a pressão popular é legítima e pode influenciar o Congresso.
Contexto e logística
O ato ocorre no contexto de movimentações pré-eleitorais e reorganização de lideranças no campo conservador. O objetivo é consolidar palanques e testar narrativas junto ao eleitorado, segundo analistas ouvidos pela imprensa.
Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, não participou da Paulista devido a compromissos no exterior, mas destacou a capacidade de mobilização de Nikolas Ferreira. Freitas participou de encontros com lideranças locais antes da viagem ao exterior.
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