- A polícia federal da Austrália registrou quase três ameaças violentas ou de intimidação a políticos federais por dia, indo de 555 ocorrências em 2021‑22 para 951 em 2024‑25.
- As ameaças aumentaram de modo relevante; o número de casos quase dobrou em dois anos.
- O primeiro-ministro Anthony Albanese foi evacuado do The Lodge, em Canberra, por três horas, após uma ameaça de bomba.
- A maioria dos casos envolve indivíduos isolados que atuam pelas redes sociais; a polícia criou equipes de investigações de segurança nacional para lidar com violência de alto risco e sem caracterização de terrorismo.
- Dados da Polícia Federal também destacam um ambiente de medo entre políticos e assessores, com pedidos de monitoramento contínuo e orientação para relatar incidentes.
O que aconteceu: relatos de ameaças violentas e intimidatórias contra políticos federais na Austrália nearly triplicaram em dois anos, segundo dados da Polícia Federal Australiana. Empresas e autoridades relatam um aumento constante, com média de quase três ameaças violentas por dia.
Quem está envolvido e quando: autoridades apontam que as denúncias cresceram de 555 (2021-22) para 951 (2024-25). Nesta semana, o primeiro-ministro Anthony Albanese precisou ser evacuado do The Lodge, em Canberra, por uma ameaça de bomba. Várias ameaças vieram associadas a funcionários de alta relação com o governo, incluindo o ministro das Comunicações, Anika Wells, e ao tesoureiro Jim Chalmers, em diferentes incidents.
Onde: os casos ocorreram em Canberra e em outras cidades australianas, envolvendo ameaças contra políticos federais e seus funcionários. A proteção de autoridades e familiares passou a figurar entre as maiores prioridades das operações de segurança.
Por quê: as agressões têm sido associadas tanto a ações de indivíduos isolados em redes sociais quanto a movimentos extremistas. Recentemente, o desempenho de Shen Yun, grupo chinês ligado a Falun Dafa, foi citado como potencial motivo de uma ameaça ligada ao PM, embora as investigações apontem um padrão de comportamento de públicos online.
Segurança e ações policiais
A nova gestão da AFP, sob a chefia de Krissy Barrett, criou equipes de Investigações de Segurança Nacional para atuar em casos de violência política de alto impacto, incluindo crimes de ódio que não atingem o limiar para terrorismo. A força descreve esse trabalho como uma resposta a ameaças que visam prejudicar a coesão social.
Boletins apontam que, desde outubro, pelo menos 21 acusações foram registradas envolvendo indivíduos que ameaçam políticos federais. Em alguns casos, as denúncias chegaram a envolver mensagens de ódio em redes sociais e canais de messenger, segundo autoridades.
Contexto e relatos de parlamentares
Senadora Fatima Payman afirmou que seu gabinete tem recebido, quase diariamente, ameaças de ódio desde que deixou o Partido Trabalhista. Ela descreveu o cansaço de acompanhar comentários hostis, muitos vindos de usuários anônimos ou bots. Payman ressaltou a necessidade de vigilância contínua.
Dados de uma revisão parlamentar, divulgada em 2023, indicam que 72% de parlamentares e assessores perceberam aumento de comportamentos violentos e ameaçadores. A maioria afirmou lidar com eleitores violentos, com quase metade reportando ocorrências mensais.
A AFP e autoridades recomendam avaliações de segurança regulares em gabinetes eleitorais e orientar equipes sobre como reportar incidentes. Barrett reforçou que a proteção de políticos, familiares e equipes segue como prioridade, com uso de equipes de avaliação de ameaças para intervenções quando necessário.
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