- No sábado, ataques de EUA e Israel atingiram o complexo de Khamenei, sugerindo que ele possa ter morrido, mas ainda não houve confirmação oficial.
- O primeiro-ministro de Israel afirmou haver sinais de que Khamenei não estaria mais entre nós, sem confirmar a morte.
- Khamenei governa o Irã desde 1989, enfrentando décadas de ataques e tentativas de enfraquecer o regime; em outubro de 2024 apareceu publicamente com discurso duro contra Israel.
- Analistas sugerem que, em caso de falecer, o próximo líder provável seria de linhas mais radicais do Corpo da Guarda Revolucionária (IRGC); a CIA avaliou essa possibilidade a depender dos elementos de liderança internalizados no regime.
- Os ataques expuseram fragilidades das defesas iranianas e da aliança de milícias que Teerã sustenta, enquanto o regime mantém sua estratégia regional de apoio a grupos alinhados e atores locais.
O jornal não confirmou a morte de Ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do Irã, após ataques realizados no sábado. Fontes não oficiais apontam danos ao complexo dele, em Teerã, e autoridades iranianas ainda não apresentaram provas de fuga ou sobrevivência. A ofensiva ocorreu em meio a tensões com Israel e Estados Unidos.
Desde outubro de 2024, quando reapareceu publicamente, Khamenei sustenta um estilo pragmático e firme, orientando o regime frente a múltiplas frentes de pressão. O histórico de confrontos com potências estrangeiras moldou a estratégia de manter o controle interno enquanto atua por meio de aliados regionais.
O líder, de origem humilde, ascendeu à chefia do Estado Islâmico Revolucionário após a morte de Khomeini, em 1989. Seu poder repousa sobre o clero, o uso do IRGC e uma rede de apoiadores no aparato político e militar, além de alianças com grupos como Hezbollah e milícias na região.
A atual conjuntura revela sinais de fragilidade. Crises econômicas, protestos domésticos e pressões internacionais acompanharam o período, enquanto a China, a Rússia e outros atores tentam manter o regime estável. Analistas ressaltam que a morte ou a continuidade de Khamenei pode redefinir o equilíbrio regional.
Segundo fontes próximas a agências de inteligência, mesmo que a liderança de Khamenei tenha sido atingida, há expectativas de substituição por figuras mais duras do IRGC. Os trabalhos de consolidação do poder, porém, devem enfrentar resistência interna e desafios institucionais.
Perspectiva interna e externa
A relação com o IRGC permanece central para a continuidade do projeto político do regime. Internamente, o regime tem enfrentado protestos desde 2019, com respostas vigorosas das forças de segurança. Internacionalmente, o Irã ganhou tempo com negociações parciais, mas sem romper com adversários tradicionais.
Enquanto a busca por informações oficiais continua, analistas destacam que a instabilidade pode levar a mudanças no comando superior. O desfecho terá impacto direto na política externa iraniana, no equilíbrio regional e nas projeções de segurança do Golfo.
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